A Fifa enviou uma reclamação formal à CBF ontem. A entidade se queixou da postura de Dunga de fechar os treinos da seleção e não permitir que a HBF, empresa responsável pela captação de imagens dos treinos, filme as práticas e exiba os patrocinadores da Fifa.
O técnico não permitiu a entrada de câmeras e jornalistas por três vezes em apenas quatro dias. Pela manhã, executivos da Fifa mostravam surpresa com a decisão e diziam que a prática é irregular. Procurada, a CBF não quis se manifestar.
Na África, Dunga proibiu jogadores e comissão técnica de falarem com a imprensa, inclusive nas folgas - Robinho, por exemplo, teve de pedir desculpas ao grupo após dar uma entrevista na semana passada à Rede Globo.
A seleção se tornou uma caixa-preta, reflexo da abertura exagerada dada aos jogadores na Copa de 2006, na Alemanha. No ano passado, durante a Copa das Confederações, a Fifa entrava com frequência na concentração da seleção para entrevistar os atletas.
“A convivência era próxima, e hoje é mais distante”, disse o diretor de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva.
Ele diz que tentou passar sua experiência de nove anos de seleção a Dunga, mas que a decisão é do técnico. “Tem que sentar e conversar porque há limites a serem respeitados dos dois lados.”