Jerusalém - Após se reunirem ontem para discutir maneiras de aliviar o bloqueio à Gaza, os ministros que integram o gabinete israelense adiaram para hoje a decisão sobre o tema.
Sob pressão internacional por causa do confronto em alto mar que matou nove ativistas em maio, Israel pode ampliar lista, atualmente com cerca de cem itens, da qual constam os produtos autorizados a entrarem por terra no território palestino que está sob restrições de Israel por ser governado pelo grupo islâmico Hamas.
Falando ontem ao Parlamento, o chefe da segurança de Israel, Yuval Diskin, manifestou oposição à ideia de aliviar o bloqueio, visto por organizações humanitárias como punição coletiva aos 1,5 milhão de habitantes da Faixa de Gaza.
A condenação global ao bloqueio cresceu desde que, em 31 de maio, soldados israelenses mataram nove ativistas turcos que estavam numa frota naval que tentava levar mantimentos à Faixa de Gaza. Israel diz que seus soldados agiram em defesa própria, pois eram agredidos ao desembarcarem no navio Mavi Marmara. O Estado judeu alega também que o bloqueio, em vigor desde 2006, é importante para evitar que o Hamas, considerado um grupo terrorista por EUA e União Europeia, obtenha armas e ameace a existência de Israel.
Mas, sob um plano preparado em conjunto com Tony Blair, representante especial da comunidade internacional para o Oriente Médio, Israel poderia inverter sua política atual - em vez de ter uma lista de poucos itens autorizados a entrarem no território palestino, seria adotada uma lista de itens proibidos.