• Dia de futebol
Ao contrário do que acontece em toda segunda-feira, hoje não é de dia de política. É dia de futebol. Por conta do jogo entre Brasil e Chile, a partir das 15h30, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, a sessão da Câmara Municipal de Bauru foi transferida para amanhã, a partir das 14h.
• Mobilização
Como na maioria das repartições públicas, o expediente no Legislativo hoje será das 8h às 14h. Na prefeitura, o trabalho também será concentrado principalmente no período da manhã, à exceção dos serviços de urgência e emergência. A cidade vai se colorir de verde e amarelo mais uma vez. Nada neste País mobiliza mais a população do que a Copa do Mundo de futebol. Nem Olimpíadas.
• Um oráculo
Filósofos, cientistas sociais e intelectuais tentam entender este fenômeno de massa que faz inveja a outros setores da sociedade que gostariam de ter a mesma capacidade de arrastar multidões. “A competição (futebol) permite assumir a forma de um oráculo, de uma aposta, de um julgamento, de um voto ou de enigma”, diz o doutorando em história pela Unesp de Assis Eliazar João da Silva.
• Tudo para
Seja lá como for, o fato é que até mesmo os fatos cessam nos dias de jogos do Brasil. Quase não há nem mesmo registro de criminalidade nos 90 minutos de uma partida de futebol. Os marginais, afinal, também gostam de futebol e, queiramos ou não, são brasileiros. É uma catarse. Já disse um filósofo popular: “Das coisas menos importantes na vida, o futebol é a mais importante”. Seguramente é a que mais para uma Nação como a nossa, pouco ou quase nada politizada.
• Serra esquecido
O domingo foi de convenções pelo País. E algumas personalidades políticas protagonizaram cenas que certamente já querem esquecer. Caso da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), que omitiu o nome do presidenciável tucano José Serra ao discursar por 28 minutos na convenção que a oficializou como candidata à reeleição. Indagada, a governadora disse que cometeu um lapso. Os mais atentos garantem: havia menções ao presidenciável no discurso de 12 páginas que Yeda não leu.
• Para Dilma não
Apesar de ter sua foto estampada ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no banner oficial da Convenção do PT e PSB e mais 13 partidos aliados, em Fortaleza (CE), o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), em seu discurso, não pediu votos para a petista. Ciro Gomes iniciou seu discurso se referindo ao fato de não ter conseguido ser candidato à Presidência. Somente no final da sua fala, de forma protocolar, Cirou citou o nome de Dilma, mas não se referiu, em nenhum momento, ao presidente Lula.
• Lula em jingle
A convenção que oficializou a candidatura do governador Jaques Wagner (PT-BA) à reeleição, ontem, teve como mote, como esperado, a vinculação do petista ao presidente Lula. Exaltado do início ao fim do evento, Lula teve sua voz usada até no jingle. Já Dilma Roussef, presente ao evento, evitou declarar voto, mas no discurso fez grandes elogios ao governador baiano, afirmando que eles “são irmãos de alma”.
• De salto alto
O candidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), rebateu ontem as ironias de ministros petistas que no sábado afirmaram que os tucanos estão “batendo cabeça” para a definição do vice do presidenciável José Serra. “Eu acho que estão com salto alto antes da hora”, afirmou. O tucano participou ontem da convenção paulista do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), na Assembleia Legislativa de São Paulo, que confirmou apoio ao PSDB na corrida ao Palácio dos Bandeirantes.