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Fusão entre Pão de Açucar e Casas Bahia deve ser concluída em novembro


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São Paulo - A fusão entre as redes de varejo Pão de Açucar e Casas Bahia deve ser implementada em quatro meses, em novembro deste ano, segundo comunicado ao mercado.

O Pão de Açúcar informou ontem que fechou um novo acordo de fusão com as Casas Bahia. A proposta, feita após reavaliação dos ativos envolvidos, é de aumento do capital social na empresa que surgiu com a fusão, de um montante de pelo menos R$ 689 milhões pelo preço de emissão, por ação, de R$ 16,00.

O negócio - que formou a maior empresa de varejo do Brasil - foi celebrado em 4 de dezembro.

O Pão de Açúcar subscreverá ações a serem emitidas por Globex e as integralizará por meio da conferência ao capital de Globex de todos os ativos e passivos relacionados aos negócios de varejo de bens duráveis relativos às lojas Extra-Eletro, que serão avaliados por seu valor contábil, que inicilamente é calculado em pelo menos, R$ 89,826 milhões.

Em abril, as famílias Klein, da Casas Bahia, e Diniz, do Pão de Açúcar, começaram a renegociar valores e algumas condições do contrato, pois os Klein estariam insatisfeitos por ter vendido o controle do negócio e acreditavam que ele tenha sido subavaliado.

Em cerca de um mês, os acionistas votarão em assembleia a aprovação da incorporação da totalidade das ações de emissão da Nova Casa Bahia pela Globex.

Após a conclusão da transação, a família Klein deterá 47% do capital de Globex, enquanto o Grupo Pão de Açúcar ficará com pelo menos 52% das ações.

Anteriormente, o Pão de Açúcar teria 50% das ações ordinárias da Globex mais uma, enquanto os donos das Casas Bahia ficariam com 49% do capital votante.

Outro ponto de divergência entre as companhias envolvia o prazo para que os Klein pudessem se desfazer das ações da nova empresa constituída. Conforme o acordo revisto, as partes envolvidas não poderão vender ou transferir as ações de emissão da Globex durante dois anos a partir da assinatura do acordo, exceto no caso de oferta pública de ações.

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