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Copa 2010: Klose encosta em Ronaldo na artilharia


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Com os dois gols que marcou ontem diante da Argentina, o centroavante Miroslav Klose completou 14 em Copas do Mundo, ultrapassando Pelé e ficando a somente um gol do recorde absoluto de Ronaldo. Foi o centésimo jogo de Klose pela seleção alemã.

Como o jogador tem ainda duas partidas para disputar neste Mundial - semifinal e final ou disputa de terceiro lugar -, conta com boas chances de alcançar Ronaldo, que marcou o 15º gol em Mundiais em 2006, na Alemanha. Além disso, o atacante do Bayern de Munique luta para se tornar o artilheiro isolado da Copa da África do Sul, já que, com quatro gols, está empatado com Müller, Higuaín, Vittek, Villa e Sneijder. Destes, seguem na competição apenas seu compatriota Müller, o espanhol David Villa e o holandês Sneijder, que ontem “ganhou” um gol da Fifa anteriormente concedido a Felipe Melo (contra).

O feito de Klose, que se igualou a Gerd Müller, campeão mundial em 1974, foi presenciado pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que assistiu ao jogo no estádio ao lado do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Entre outras celebridades presentes, estavam o ator Leonardo Di Caprio, a atriz Charlize Theron, Michel Platini e o roqueiro (e arroz de festa) Mick Jagger. Muito mais numerosa e barulhenta nas arquibancadas, a torcida argentina teve de aguentar, ao final da goleada, a zombaria dos alemães cantando em coro “Don’t Cry for me Argentina”.

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Maradona evita falar do futuro e defende Messi

Decepção. Tristeza. A decepção de Diego Armando Maradona pela eliminação da Argentina na Copa do Mundo da África do Sul ficou externada depois da goleada por 4 a 0 aplicada pela Alemanha ontem, em confronto válido pelas quartas de final do torneio. Visivelmente abatido, o treinador da albiceleste apenas lamentou o resultado e não tratou de responder os questionamentos sobre o futuro à frente da bicampeã.

“Não é hora de falar sobre o meu futuro. Terei que pensar muito bem nisso (continuidade no cargo). Vou conversar com a minha família, com os jogadores e tenho muitas coisas a resolver. Mas sem dúvida me dei conta como é ser técnico, sem tocar a bola. Consegui retomar a característica do futebol argentino, que tem essa forma de jogar”, afirmou Maradona.

A primeira experiência do treinador à frente de uma equipe de futebol acabou sendo logo na seleção argentina. O ineditismo do cargo fez El Pibe se transformar. Na Copa do Mundo, o ex-camisa 10 vestiu terno, distribuiu abraços e beijinhos e tornou-se o principal personagem do Mundial pelo carisma. Depois da maior queda da sua curta carreira de técnico, Diego garantiu ter tido a “decepção mais dura da carreira” depois do apito final, que sacramentou a Alemanha nas semifinais do Mundial da África do Sul.

“O dia em que deixei de jogar futebol foi parecido, mas a dor agora é mais dura. Tínhamos a esperança de passar dessa fase e de ficar entre os quatro melhores do mundo. Não deu.”

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Goleada é a maior dos duelos entre os rivais

A vitória da Alemanha por 4 a 0 contra a Argentina é o placar mais elástico já registrado em duelos entre as duas equipes na história das Copas. Nos confrontos anteriores, a maior vitória também pertencia aos alemães - 3 a 1, em 1958, naquela que foi a primeira partida entre os rivais em Mundiais.

O embate entre as duas seleções é o que mais se repetiu entre campeões mundiais - o jogo de ontem foi o sexto entre os dois países. Dois dos confrontos ocorreram em finais de Copas - em 1986, a Argentina venceu por 3 a 2 e, quatro anos depois, a Alemanha deu o troco e venceu por 1 a 0.

A goleada contra os argentinos foi a terceira da Alemanha na África do Sul –a ntes, a equipe já havia goleado a Austrália por 4 a 0, na estreia, e a Inglaterra por 4 a 1, nas oitavas. O resultado credenciou a equipe a disputar a 12ª semifinal de Mundial de sua história.

Os argentinos voltam para a casa após serem batidos pelos alemães pelo segundo Mundial seguido nas quartas de final. Em 2006, perderam nos pênaltis, por 4 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. O retrospecto geral dos confrontos em Copas registra agora três vitórias dos europeus [1958, 1990 e 2010], dois empates [1966 e 2006] e apenas uma vitória dos sul-americanos [1986]. Se a Alemanha chegar até a final, disputará uma decisão de Mundial pela oitava vez, superando a marca do Brasil.

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Messi fracassa

Messi chegou à Copa com a quase impossível missão de repetir o Maradona de 1986. E ficou muito distante disso. O melhor jogador do mundo na atualidade saiu da África do Sul sem marcar um mísero gol. Suas jogadas de efeito pouco deram resultado, inclusive ontem, quando, bem marcado, começou pela direita, tentou pelo centro e forçou mais no segundo tempo pelo lado esquerdo. Nada.

A torcida se entusiasmava no estádio cada vez que ele pegava na bola, algo comum nos jogos do Barcelona. Mas os chutes não tiveram endereço certo, uma arrancada para a linha de fundo terminou em um cruzamento para fora, a falta parou na barreira e a melhor assistência não acabou em gol. Diego Maradona, em seu segundo Mundial, em 1986, marcou cinco vezes, fez gols antológicos. Lionel Messi, em sua segunda Copa, teve pequenos lampejos, nada para ficar na história.

Ontem, quando o placar já estava 4 a 0 para a Alemanha e Messi esboçava uma cara de choro, ele driblou dois adversários e chutou nas mãos do goleiro Neuer. Fim. O telão mostrava o rosto de Messi e pouco depois o de Maradona. Se o futebol dos dois se assemelha, a história de ambos em Copas é separada por um enorme abismo. A Copa repete com Messi a sina de castigar, em maior ou menor grau, os melhores do mundo vigentes. Foi assim com Ronaldinho em 2006, Figo em 2002, Ronaldo em 1998 e Baggio em 1994.

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