Regional

A passos lentos, cidades da região investem em sustentabilidade

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Os projetos sustentáveis em área urbana estão surgindo a passos lentos no Interior de São Paulo. O custo é o maior obstáculo encontrado pelas administrações públicas. Todos eles, para alcançar o objetivo, precisam ter o envolvimento da comunidade. Esta é a opinião da educadora ambiental de Brotas, Alisângela Spigolon.

Para ela, as iniciativas precisam ter o envolvimento direto da população, porque só assim a conscientização ecológica será concretizada. “Não resolve fazer um projeto superbacana se a comunidade não estiver incluída.”

A tese da ambientalista encontra eco nos projetos da região. Em Jaú, uma escola ambiental pode se tornar referência. Ela está focada na educação para o meio ambiente, promoverá cursos para conscientizar a população, especialmente os estudantes, sobre a matéria.

A escola, que prioriza a sustentabilidade, está projetada para ser construída com madeira de reflorestamento, telhado verde e iluminação natural, dentre outras coisas. Também abrigará uma biblioteca.

Em Botucatu, alunos da Unesp desenvolveram o projeto de uma praça sustentável, onde a água da chuva será coletada adequadamente para evitar enchentes e plantas nativas vão compor o cenário. O espaço público programado para ser inaugurado ainda este ano, servirá de palco para aulas práticas a favor do meio ambiente.

Professores de escolas públicas do bairro onde está sendo implantada a praça estão sendo preparados pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Agronômicas (FAC). Por meio de folder explicativos, eles tomam conhecimento das inovações.

“As cidades do Interior carecem de iniciativas que contribuam com a preservação do Planeta. Apesar de serem de pequeno porte, elas sofrem com o uso inadequado do solo, especialmente nas áreas rurais. Nesse meio, a degradação já conta com muitos anos. São práticas inadequadas”, diz a educadora ambiental.

Para recuperar os estragos provocados pelo uso inadequado do solo, degradação provocada pelas propriedades rurais próximas que cultivavam café, cana-de-açúcar e mantinham atividades agropecuárias, Lençóis Paulista está recompondo a mata ciliar do córrego da Prata.

Agregado ao projeto de plantio de mudas, será implantado anfiteatro, ciclovias, trilhas para integrar o homem com a natureza e preservar o Planeta. No município outras iniciativas como o corte de galhos de árvores que servem de combustível para caldeiras, coleta de óleo usado e lixo reciclável garantem ganhos mensais a faixa mais carente da população, que viviam à margem da sociedade.

Para Alisângela Spigolon, sustentabilidade não é só plantar uma árvore, mas aplicar o princípio em tudo. “Em todos os projetos arquitetônicos, a sustentabilidade deveria ser pensada. Iluminação natural, uso adequado de energia, captação de água são alguns dos exemplos.”

Exemplo de inovação, a lei de licitação verde promete mudar as aquisições feitas pela administração pública de Jaú. A iniciativa pretende mudar antigos procedimentos e leva em consideração não só o preço baixo, mas a maneira como o produto foi fabricado, o impacto que isso provocou no meio ambiente. Como é feita a distribuição, o uso adequado e seu descarte.

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