Reunidos no Jardim Botânico, profissionais de diferentes áreas de trabalho e estudantes preocupados com questões ambientais e sociais discutiram, ontem de manhã, maneiras de se conseguir o desenvolvimento sustentável de Bauru.
As discussões foram conduzidas pelo professor de permacultura e físico nuclear australiano Skye. Segundo ele, o propósito do encontro foi deixar os participantes bem à vontade para discutir os desafios da cidade e encontrar soluções simples, que levam em conta o conceito de uma vida saudável e sem desperdícios. É o que prega a permacultura.
Os participantes foram divididos em grupos e cada grupo discutiu um desafio diferente. O resultado das discussões será colocado em blogs na Internet para que novos debates sejam suscitados e assim os temas consigam envolver um número maior de pessoas e surjam mais alternativas de como solucioná-los.
“Espero que isso seja o embrião para um debate mais amplo sobre quais são os indicadores de sustentabilidade que podemos implantar em Bauru”, disse Skye. De acordo com ele, a permacultura defende a participação maciça da comunidade como meio apropriado e eficaz de encontrar o caminho do desenvolvimento sustentável de uma cidade.
Atitudes simples do dia a dia, como reutilizar o lixo orgânico produzido em casa, podem trazer imensos benefícios para toda a coletividade. Segundo Sidnei Rodrigues, diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e um dos incentivadores do evento de ontem, conhecer e valorizar o que há em cada bairro é uma forma que os moradores têm de colaborar com o desenvolvimento sustentável da cidade.
Desta forma, ajudaria a impulsionar a qualidade de vida e o desenvolvimento da comunidade em que vive, o que reduziria a necessidade de deslocamento para o centro. Além de evitar a emissão de poluentes ao deixar o carro na garagem, diminuiria os congestionamentos.
Outro exemplo citado pelo diretor que poderia ser implantado sem muito sacrifício e daria um resultado interessante para a comunidade e, consequentemente, para o município é a questão do descarte daquilo que não se usa mais.
Ao invés de simplesmente jogá-lo no lixo ou nos córregos da cidade, como algumas pessoas fazem, por exemplo, com os sofás velhos, criaria-se um mercado de troca. O que não serve para um morador pode ser útil para outro. Reduz-se o descarte e de quebra deixa de entupir a cidade de lixo.
Depois de palestra no Senac e bate-papo no Jardim Botânico, Skye dará curso de introdução à permacultura hoje e amanhã no sítio Casa do Jatobá, em Arealva, com atividades práticas para 25 participantes.
• Serviço
Curso de introdução à permacultura, no Sítio Casa do Jatobá, em Arealva. Informações (14) 9771-2376 e (14) 8117-1621. As inscrições custam R$ 100,00 para estudantes e R$ 160,00 para profissionais.