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O afeto como fator indispensável na relação de aprendizado escolar

Gisele Scalise de Camargo Verdinasse
| Tempo de leitura: 2 min

Quando falamos em escola , falamos também de um espaço de convivência onde todos os indivíduos ali presentes se comunicam, interagem, convivem, trocam experiências e, consequentemente, aprendem a se relacionar. Acredito que esse espaço exista para isso. Essa questão me leva a pensar em outra questão: a afetividade no espaço escolar. Ficamos preocupados, muitas vezes, como educadores, em concluir os conteúdos obrigatórios, avaliar, mas não podemos deixar de pensar que esse espaço tem uma função que, muitas vezes, é só nele que o aluno encontra . O afeto faz parte de todo o processo educativo, cada aluno deve ser tratado como um ser “ímpar”, e o papel de todos os envolvidos nesse ambiente é o de entender o aluno e transformá-lo em um ser “mais humano”.

Muitas vezes nos parece que essa função é só da escola. Não deveria ser, contudo. Os professores são os responsáveis pelo desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem e para tal devem estar preparados. É preciso lembrar que desenvolver habilidades e valores muito além da prática, e que há outros envolvidos nesse ambiente escolar com funções importantes nessa questão, uma vez que convivem diariamente com os alunos. Não podemos deixar de pensar que o emocional interfere no aprendizado. Nesse sentido, acredito que se bem trabalhado contribuirá e muito para alcançar resultados importantes, contribuindo para uma convivência responsável, onde os indivíduos se respeitam, aprendem, e tornam-se seres valorizados e ensinan-tes, multiplicadores de ações importantes para o progresso.

O afetivo deve ser visto como parte inse-parável da aprendizagem. Não há como separar, pois estão interligados. Segundo relatório da Unesco, os quatro pilares fundamentais da educação são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser. A escola é um espaço onde, para se trabalhar isso, deve conhecer e explorar a dimensão humana de forma ampla. É nesse espaço que as “coisas” devem acontecer, para que cada ser que passe nesse local, leve consigo uma ferramenta para tornar o mundo lá fora mais humano e propício ao convívio, com direitos respeitados e deveres cumpridos. Temos que acreditar que é possível transformar, afinal, lidamos diariamente com “pessoas”.

O vínculo que se cria nos anos em que convivemos no ambiente escolar deixa marcas, que levamos por toda a vida, então, por que não fazermos dessas marcas, cicratizes que reflitam amor, confiança, respeito, para podermos nos indentificar no mundo em que vivemos como pessoas que transformaram o que era possível em algo realmente valioso? Eu acredito nisso!

A autora, Gisele Scalise de Camargo Verdinasse, é pedagoga, psicopedagoga institucional e atualmente vice-diretora da rede estadual de ensino

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