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Polícia prende quatro suspeitos de integrarem rede de pedofilia na Internet

Folhapress
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São Paulo - A Polícia Civil prendeu entre a noite de anteontem e a manhã de ontem, após quatro meses de investigação, quatro homens suspeitos de integrarem um grupo de divulgação de pedofilia na Internet. As prisões foram feitas em São Paulo e em São Vicente (litoral de SP).

Segundo a polícia, três dos envolvidos se passavam por mães de crianças para atrair a atenção de crianças até 10 anos. “Para eles, com dez anos a criança é velha”, disse, por meio de nota, a delegada Catarina Buque, que comandou a investigação pela Delegacia de Repressão a Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

A partir da troca de arquivos de filmes e fotos, além de textos, a polícia contabilizou 30 usuários trocando informações. Os suspeitos produziam textos onde descreviam rituais que deveriam ser praticados com as crianças e combinavam festas. Com base nesse levantamento, a Justiça expediu seis mandados de busca e apreensão realizados em bairros da zonas leste e sul e centro de São Vicente.

A operação da polícia teve início anteontem em uma lan house na rua Frei Caneca, na Bela Vista (região central de SP), onde foi preso um garoto de programa de 29 anos. Segundo a polícia, ele foi flagrado acessando pornografia infantil, admitiu a prática e revelou o esquema do grupo.

Na lan house, o preso se passava por mulher para atrair homens com o pseudônimo Sonho de Mãe. “Ele afirmou ter orientação homossexual. Oferecia a suposta filha para poder ver homens nus pela webcam”, afirmou a delegada.

Um técnico de informática de 31 anos, apontado pela polícia como líder do grupo, foi preso em sua casa em São Vicente. No local, a polícia diz ter encontrado milhares de fotos e vídeos de pornografia infantil no computador do suspeito. Ele já tem passagem pela polícia por crime de pedofilia.

Um outro técnico de informática, de 34 anos, usava o pseudônimo de Ângela. Ele foi preso no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, ele trocava fotos e textos que aprovavam o crime que seria praticado em sua suposta filha.

O quarto homem envolvido, um conferente de 49 anos, usava o apelido de Crislaine. Ele foi preso no bairro de Pedreira, zona sul de São Paulo.

Segundo a delegada, nas imagens também aparecem bebês. Ela atuou o grupo por pornografia infantil e formação de quadrilha. Outras 30 pessoas continuam sendo investigadas.

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