Internacional

Governo acusa países ocidentais e Israel pelo ataque que matou 27


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Teerã - O Irã acusou ontem os países ocidentais e Israel de estarem por trás do duplo atentado suicida que deixou ao menos 27 mortos na quinta-feira passada, apesar das condenações expressadas pela União Europeia e os Estados Unidos. O ataque foi reivindicado por um grupo radical sunita com base no Irã.

Fiéis da maioria muçulmana xiita participavam de cerimônias para marcar o aniversário do neto do profeta Maomé, Hussein, quando um homem-bomba disfarçado de mulher detonou sua carga explosiva, do lado de fora da mesquita da cidade de Zahedan, na Província iraniana do Sistão-Baluchistão.

Quando as pessoas correram para ajudar os feridos, uma segunda explosão foi detonada. Esta técnica é muito usada por militantes sunitas no Iraque, para aumentar o número de vítimas.

“Os responsáveis por este crime treinaram e se equiparam no Exterior das fronteiras e depois vieram para o Irã”, afirmou o vice-ministro do Interior, Ali Abdolahi. “Este ato terrorista às cegas foi cometido por mercenários do mundo arrogante”, acrescentou, em um termo utilizado pelo governo iraniano para designar as potências ocidentais.

O vice-ministro disse, ainda, que aqueles que planejaram e deram os equipamentos aos terroristas suicidas serão responsabilizados pelo ataque e pediu ao Afeganistão e ao Paquistão que vigiem suas fronteiras.

Os países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, condenaram o duplo atentado que também deixou 250 feridos, mas o presidente do parlamento iraniano, o conservador Ali Larijani, acusou diretamente Washington. “Os americanos devem responder por este ato terrorista”, afirmou.

O ministro do Interior, Mostafá Mohamad Najar, acusou, por sua parte, Israel, inimigo jurado da República Islâmica. “Os atos terroristas dos sionistas têm um certo número de objetivos, entre eles o de gerar divisões entre xiitas e sunitas”, declarou Najar, acrescentando que os serviços de segurança iranianas estão no controle da situação. Ontem, 40 pessoas foram detidas sob acusação de terem participado do atentado em Zahedan.

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