Che em Bauru 1
O ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, contou em sua palestra na OAB, anteontem à noite, uma história que sempre circulou em meio aos militantes de esquerda da cidade e região: Che Guevara passou por Bauru no final de sua jornada revolucionária na Bolívia, onde posteriormente foi morto (em 1967).
Em uma palestra
O fato teria ocorrido em uma viagem de trem que Che teria feito do Brasil de volta à Bolívia, em 1966, após se encontrar com dirigentes de organizações revolucionárias de esquerda no País. Vannuchi disse ter ouvido a confirmação através de um militar cubano, durante uma palestra sobre Ernesto Che Guevara.
Hospedagem aqui
Entre militantes de Bauru, fala-se que, disfarçado, o guerrilheiro teria se hospedado, durante uma noite, em um dos muitos hoteis que havia na região da estação ferroviária, próximo à Praça Machado de Mello. À esta altura, sua jornada na Bolívia já estava comprometida, mas ele iria insistir na guerrilha.
Julgamento amanhã
O Tribunal Regional Eleitoral (TER) de São Paulo julgará amanhã o Partido Verde (PV) de Bauru por problemas na prestação de contas referentes às eleições de 2008. O candidato a deputado estadual pela legenda, Clodoaldo Gazzetta, que está com recurso no TRE, também deverá ter audiência marcada nos próximos dias.
Rasgação de seda
A sessão extraordinária especial realizada ontem para apreciação das contas de 2007 de Tuga Angerami foi inusitada. Quase todos os vereadores rasgaram elogios ao ex-prefeito. Inclusive Marcelo Borges (PMDB), um dos maiores críticos da admistração de Tuga. Tanta deferência fez o ex-prefeito afirmar que tinha ficado encabulado.
Retorno agendado?
O ex-prefeito deverá voltar a enfrentar os vereadores. Ele lembrou que o TCE ainda não deu parecer sobre as contas da prefeitura de 2008. Provavelmente, terá que se defender. Porém, se o tribunal apontar novamente problemas com o empenho de verba, Tuga já tem o trunfo da vitória de ontem, embora cada caso seja um caso.
Verbetes linguísticos
O vereador Natalino da Pousada (PV) tem protagonizado a verbalização de frases de efeito em seus discursos. Ainda que o desprendimento e a simplicidade do autor gerem dificuldades em estabelecer a relação entre os signos linguísticos, vale a pena registrar o verbete de ontem: “A hora não para, o tempo avança”, profetizou Natalino, ao falar sobre as contas de 2007 da prefeitura.
Domicílio bauruense
Tuga Angerami disse que a repetida citação por opositores de que morava em Campinas - para criticar sua ausência em eventos e solenidades durante seu mandato - acabou “pegando” entre alguns bauruenses. “Até hoje me perguntam, alguns até com carinho, sem má fé, se retornei para Bauru...”, disse na Câmara.
Segalla, rito e ordem
Segalla se irritou com o presidente da Casa, Pastor Luiz, ao não ter atendido seu pedido de esclarecimento do rito a ser seguido na sessão. Ao ter sua fala interrompida ao final do tempo, o demista cobrou o presidente. A defesa falou antes dos vereadores que estavam julgando as contas de Tuga. A Câmara não crê em nulidade da sessão por isso. Aliás, alguns vereadores criticaram Segalla também.