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Região tem duas cidades entre as 10 primeiras no ranking do saneamento


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Barra Bonita – Duas cidades da região de Bauru (Barra Bonita e Igaraçu do Tietê) estão entre as dez primeiras colocadas no ranking de população com acesso à rede geral de esgoto no País feito pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Estado de São Paulo lidera o ranking com 84,24% em 2006, segundo a pesquisa “Impactos Sociais de Investimentos em Saneamento”.

Em 1992, o índice da população com acesso ao esgoto tratado no Estado era de 75,93%. Em segundo lugar no ranking está o Distrito Federal, com 79,85% (73,26% em 1992), seguido por Minas Gerais, com 73,43% (55,44% em 92).

Segundo o estudo, dos 50 municípios brasileiros com maior taxa de acesso ao esgoto, 44 são paulistas, além de o Estado possuir os dez primeiros colocados no ranking - São Caetano do Sul, Barrinha, Igaraçu do Tietê (a 66 km de Bauru), Santa Gertrudes, Serrana, São Joaquim da Barra, Franca, Orlândia, Barra Bonita (a 65 km de Bauru) e Américo Brasiliense. Apesar disso, é possível encontrar em municípios paulistas índices nulos (até a segunda casa decimal) de acesso ao esgoto tratado, casos de Canitar (próximo a Ourinhos), Independência e Sandovalina.

A pesquisa foi feita pela FGV a pedido do Instituto Trata Brasil, ONG recém-criada. Considerando apenas as regiões metropolitanas, Belo Horizonte lidera, mostrando 83,58% da população com acesso ao esgoto tratado em 2006, ante 68,91% em 1992.

São Paulo, que liderava na pesquisa anterior, com 74,9%, caiu para o segundo posto, com 78,64% da população de sua região metropolitana com a acesso à rede de esgoto. No entanto, no ranking de municípios, o Estado paulista volta a ser destaque. São Caetano do Sul, cidade da região do Grande ABC, tem a maior taxa de acesso a esgoto tratado do Brasil, com 98,64%.

Melhoria de vida

Os trabalhadores de cidades onde toda a população conta com coleta de esgotos eficiente ganham salários, em média, 13,3% acima dos que vivem em municípios onde tais serviços são precários. Com base em dados da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento informa que a renda média dos trabalhadores é de R$ 930,00 e que 60% do total, em atividade, vivem em moradias com rede de esgoto.

Segundo os técnicos responsáveis pelo estudo, se os serviços fossem estendidos a todos, o ganho de renda mensal poderia passar de R$ 50,00 por trabalhador. Foi constatado que em municípios com acesso limitado a apenas 20% da população o salário médio é de R$ 885,00, enquanto nas cidades com acesso universal, o valor sobe para R$ 984,00. Além disso, os que têm renda menor também correm mais risco de problemas de saúde. Anualmente, cerca de 217 mil trabalhadores afastam-se de suas atividades por distúrbios gastrointestinais associados à carência nos serviços de saneamento.

Estima-se que a cada caso são perdidas 17 horas de trabalho e que a probabilidade de faltas do trabalhador por diarreia é 19,2% mais baixa entre as pessoas com acesso à rede coletora. Essas ausências geram custos no valor de R$ 238 milhões por ano em pagamento de horas não trabalhadas.

A pesquisa também mostra que nos locais atendidos pela rede de esgoto, os imóveis podem ser, em média, até 18% mais valorizados e que os investimentos em obras de saneamento retornam, parcialmente, ao Estado na forma de pagamentos de impostos como o Predial e Territorial Urbano (IPTU) e sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI).

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