Tribuna do Leitor

RESPONDENDO PARA RAFFAELA F. GONÇALVES


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Por direito, como meu nome foi citado por uma missivista dessa coluna, gostaria de salientar para a referida remetente que não sei se ela pertence à igreja da qual sou pastor, como ela mesma citou, mas só sei que em minha comunidade sou conhecido por encaminhar drogados para instituições de recuperação. Não sei se a senhora Raffaela trabalha com esse tipo de gente ou se só usa bravatas para atacar quem quer fazer algo por eles. É por causa de pessoas assim que talvez ainda existam muitos drogados e poucas casas de recuperação. Não citei meu ministério de pastor, que quer dizer: serviço, pois antes de tudo sou cidadão e trabalho no serviço público, local de onde tiro meu sustento. Lamento sua posição reacionária e recalcada, pois enquanto estivermos vivendo de passado, o presente nunca virá.

Quando um drogado me procurar, pedirei para que entre em contato com a senhora, pois talvez vossa senhoria tenha um melhor lugar para enviá-lo, já que Bauru não tem porque muitos votaram em candidatos que só passam por Bauru a cada quatro anos. Como a senhora disse, meu candidato recebe votos em outras cidades porque a igreja a que pertenço está em todo o Brasil e auxilia pessoas em muitos municípios, locais que serão contemplados se ele for eleito. Sendo de Bauru, me vejo na condição de cidadão e voto em quem pode ajudar minha cidade, pois outros candidatos também recebem votos fora de Bauru, não é? Quando escrevo me identifico e não me escondo, pois ideologia é coisa rara em nosso país, gente sem coragem ataca e se oculta, corre e sempre critica, porém nada faz para mudar a história de outras pessoas, sempre se posicionando como modelo de perfeição em carne e osso, mas com discursos vazios e cheios de peçonha. Não quero usar este espaço para discussões inócuas e ineficazes, pois não darei a um crítico mais tempo do que daria a um amigo. Abraços, mas não para todos, pois alguns o recusarão.

P. S.: Quanto ao ser pastor, a senhora (ou não) já sabia que eu era, pois sempre escrevo para a tribuna do leitor, portanto, não deixei de ser porque não mencionei e você já sabia.

Ubiratan Cássio Sanches - pastor e funcionário público, pai, cidadão e agente de transformação - sem máscara

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