Quatro homens e uma mulher foram presos ontem pelo crime de falsidade ideológica e formação de quadrilha. A operação começou na manhã de ontem, quando equipes da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) avistaram três homens parados em frente a uma agência bancária na avenida Rodrigues Alves.
Ao serem abordados por atitude suspeita, eles apresentaram os documentos e a polícia constatou que eram falsos. Então, os policiais adentraram na agência bancária e descobriram que eles tinham acabado de abrir uma conta e sacado R$ 1.100,00.
Os homens revelaram que vieram de São Paulo e estavam hospedados em dois hotéis localizados na região central de Bauru. Quando a polícia chegou aos hotéis, encontrou mais um homem que fazia parte da quadrilha. Nos quartos, havia cerca de 40 RGs e mais de 150 folhas de cheque falsificados.
Além dos documentos, foram apreendidos celulares, televisores, vários tênis de marca, extratos bancários e aproximadamente R$ 1.200,00.
Durante a tarde, quando os policiais concluíram que toda a quadrilha havia sido detida, uma ligação anônima fez com que as patrulhas reiniciassem as buscas. Foi informado que uma mulher, também integrante do grupo, estava voltando a um dos hotéis anteriormente fiscalizados.
Quando a polícia chegou, a mulher realmente estava no local e também foi detida em flagrante. Com a acusada, a polícia apreendeu mais dois documentos falsificados.
Inúmeras identidades
Pelo grande número de identidades falsas encontradas, a polícia teve dificuldades em identificar os suspeitos. Até o fechamento desta edição, havia somente a confirmação de uma identificação: Francisco Pacheco de Lima, de 32 anos. Ele é um dos que foram abordados em frente à agência bancária.
Os outros dois que foram capturados na avenida Rodrigues Alves, o que foi encontrado no hotel e a mulher, detida depois, se identificaram sem apresentar documento. Até o fechamento desta edição, a polícia só havia confirmado a identidade de Lima, portanto, os nomes dos demais não serão divulgados.
Para poder abrir as contas nas agências bancárias, a quadrilha começava falsificando o comprovante de residência. Assim, eles inseriam um telefone público como o número para contato.
Enquanto isso, um dos integrantes ficava nesse telefone aguardando a ligação. Quando os responsáveis pela abertura da conta ligavam, ele confirmava o endereço e os dados fornecidos.
Inicialmente, o grupo irá responder por falsidade ideológica e formação de quadrilha. Porém, se aparecerem vítimas das possíveis ações, eles poderão ser acusados também por estelionato.
No final do dia, os homens foram conduzidos à Cadeia Pública de Duartina e a mulher à Cadeia Feminina de Avaí.