Economia & Negócios

Bolsa segue Europa e NY e tem 11ª alta consecutiva; dólar vai a R$ 1,751


| Tempo de leitura: 3 min

A bolsa brasileira inicia agosto mantendo-se em alta - com a valorização de 1,48% ontem, o Ibovespa completa onze pregões seguidos em terreno positivo. No período, soma 9,91% de valorização e fica muito próxima de zerar as perdas acumuladas no ano, que ficaram reduzidas a 0,10%. Hoje, a Bovespa subiu impulsionada por um cenário externo positivo, em que o apetite ao risco do investidor esteve de volta e proporcionou firme desempenho positivo nas bolsas europeias e de Nova York. Foi amparada também por valorizações acima do Ibovespa de ações de empresas ligadas a commodities, como Vale e Petrobras, e a setores de siderurgia e de construção.

As bolsas em Nova York já abriram pegando carona nas altas das bolsas europeias motivadas pelos bons resultados do balanço do segundo trimestre divulgados pelos bancos HSBC e BNP Paribas. Depois, as bolsas norte-americanas ganharam força própria com dados que mostraram um aumento inesperado nos gastos dos norte-americanos com construção e que o setor industrial do país continuou se expandindo em julho, ainda que em ritmo menor do que o observado no mês anterior.

Esse cenário externo deu direção ao Ibovespa, que fechou em alta de 1,48%, aos 68.517,46 pontos, a maior pontuação desde 27 de abril. O índice operou em campo positivo da abertura ao fechamento, com mínima de 67.523,94 pontos (+0,01%) e máxima de 68.753,77 pontos (+1,83%).

As ações relacionadas a commodities subiram na Bovespa motivadas pela percepção de investidores de que a economia chinesa, embora em desaceleração, não exigirá novas medidas de aperto monetário, de acordo com os dados econômicos divulgados no fim de semana. O índice de manufatura HSBC (gerente de compras) caiu para 49,4, abaixo de 50, sinalizando contração da atividade em julho. O índice de atividade CFLP caiu de 52,1 para 51,2.

____________________

RENDA FIXA

Renda bruta: 10,56%

Ganho líquido/30 dias: 0,70%

Pela taxa média de 10,56% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,70%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,45% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,56%.

____________________

BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 1,48%

Volume: R$ 6,25 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia de ontem com uma valorização de 1,48% (a 11.ª alta consecutiva), aos 68.517,46 pontos e com um giro financeiro de R$ 6,25 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 1,99% e o índice Nasdaq apresentou alta de 1,80%.

____________________

OURO

Ouro/grama: 71,20

Variação: estável

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou a segunda-feira negociado a R$ 71,20, estável em comparação com o fechamento da última sexta-feira.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,182,92, apresentando alta de 0,07% às 18h de ontem.

____________________

DÓLAR

Comercial: R$ 1,751

Variação: queda de 0,23%

O dólar comercial encerrou o dia de ontem com uma ligeira desvalorização de 0,23%, valendo R$ 1,749 na compra e de R$ 1,751 na venda. O dólar paralelo avançou 0,52%, cotado no final do dia a R$ 1,830 para a compra e a R$ 1,950 para a venda. O dólar turismo subiu 0,37%, negociado a R$ 1,780 na compra e a R$ 1,890 na venda.

____________________

Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em setembro fecharam a R$ 1,764,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando queda de 0,20%. O Índice Bovespa Futuro subiu 1,47% aos 68.810, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,80% e 11,51%, respectivamente.

Comentários

Comentários