Teerã - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse ao presidente norte-americano, Barack Obama, ontem que o enfrente em um debate cara a cara na televisão para ver quem tem as melhores soluções para os problemas mundiais.
A provocativa proposta surge no momento em o Irã lida com uma nova onda de sanções internacionais - movida por Washington - com o objetivo de pressionar a República Islâmica sobre seu programa nuclear.
“Ao final do verão esperamos estar lá (nos EUA) para a Assembleia Geral (da Organização das Nações Unidas) e estarei pronto para diálogos cara a cara com o sr. Obama, em frente à mídia, é claro”, disse Ahmadinejad durante uma conferência de expatriados iranianos em Teerã.
“Ofereceremos soluções para as questões mundiais e veremos quem tem as melhores soluções.” Ahmadinejad já havia sugerido um debate desse tipo em setembro passado que não foi acatada por Washington. Ele disse que o predecessor de Obama, George W. Bush, rejeitou convites semelhantes porque estava “com medo”.
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AIEA diz que diálogo com Irã pode começar em breve
Cingapura - As conversações com o Irã para retomar um plano de troca de material nuclear por combustível poderão começar em alguns meses, afirmou na segunda-feira o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, e há alguns sinais positivos dos países envolvidos.
O Irã acabou desistindo de um plano preliminar selado pela agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) e pelas potências mundiais em outubro, segundo o qual enviaria 1,2 tonelada de seu estoque de urânio pouco enriquecido (LEU) ao exterior em troca de combustível para um reator com finalidades médicas. Teerã demonstrou interesse renovado no acordo em maio, após negociações com Turquia e Brasil.
Amano disse à reportagem nos bastidores de uma conferência em Cingapura que ele recebeu uma “reação positiva” dos países no “Grupo de Viena”, englobando Rússia, França, EUA e a AIEA, para manter um diálogo sobre uma possível troca de combustível em breve.
Teerã e Washington também enviaram sinais positivos na semana passada sobre a possibilidade de conversações mais amplas sobre o programa nuclear iraniano.
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EUA dizem à China que não
se beneficie das sanções ao Irã
Seul - Os EUA pediram ontem à China que respeite as sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano, depois de Pequim posicionar-se contra novas sanções da União Europeia a Teerã e elogiar a proposta iraniana de retomar sem pré-condições uma negociação de intercâmbio de material atômico.
A China também havia criticado recentemente os Estados Unidos por imporem suas próprias sanções ao Irã, argumentando que Washington não poderia tomar medidas unilaterais além das resoluções da ONU.
“Queremos que a China seja uma participante responsável do sistema internacional”, disse a jornalistas Robert Einhorn, consultor especial de não-proliferação e controle de armas do Departamento de Estado dos EUA, em entrevista coletiva. “E isso significa cooperar com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e significa não preencher lacunas, não tirar vantagem da restrição responsável de outros países.”
Autoridades norte-americanas têm demonstrado preocupação de que empresas chinesas estariam investindo agressivamente no setor energético iraniano, apesar da ameaça de sanções.