A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) reformulou algumas áreas de atuação. As alterações foram publicadas na edição de ontem do Diário Oficial de Bauru (DOB) e, de acordo com Antônio Mondelli Júnior, o Nico, presidente da empresa, as alterações foram feitas para atender demanda do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e focar a atuação da empresa. A questão de cargos em comissão ainda não foi alterada e a manutenção desses postos foi criticada na última sessão da Câmara pelo vereador Marcelo Borges (PSDB).
Atualmente, a Emdurb mantém 53 cargos comissionados e todos eles estão ocupados. Trata-se do presidente, três diretores, nove gerentes, 20 chefes de departamentos e outros 20 assessores. O problema maior, segundo ele, está na carga de vagas para assessorias. “Veio para a Câmara a reestruturação da Emdurb e não vimos nenhum corte nos cargos de confiança”, pontuou Borges.
De acordo com Nico Mondelli, a Emdurb esta passando inicialmente pela reformulação de serviços, apesar dele estar, na prática, dando continuidade ao que foi proposto pela atual administração ainda em janeiro de 2009. Pelo texto do projeto de lei publicado no DOB, foi ajustada na lista de serviços da empresa municipal a definição de supervisão, gerenciamento e execução da política de trânsito no município. “Não mexi nos cargos agora, ainda não é o momento”.
De acordo com o presidente, a Emdurb era responsável por uma gama muito grande de serviços, que foi filtrada. “O foco desse projeto é atender a prefeitura exclusivamente. A gente quer trabalhar forte no trânsito, transporte, limpeza pública, gerenciamento de cemitérios e estacionamento rotativo. Esses são os serviços da Emdurb. E tudo o que tiver dentro dessas atividades, vamos fazer para a prefeitura”, observa.
A alteração também adequa a Emdurb aos apontamentos do TCE no sentido de possibilitar a contratação da empresa pública por meio de dispensa de licitação pela prefeitura. Nico ressalta que a empresa municipal também sofrerá uma reformulação de cargos, porém, ainda não há previsão. “Até o final do ano devemos fazer a reestruturação da organização dos cargos. Vamos avaliar os que estão hoje, se será necessário incluir ou excluir posições”, afirma o presidente.