Washington - O Senado dos EUA aprovou ontem, por 63 votos a 37, a segunda nomeação do presidente Barack Obama para a Suprema Corte, Elena Kagan, fazendo dela apenas a quarta juíza da história do tribunal.
A aprovação de Kagan, 50 anos, não altera a divisão ideológica da corte, uma vez que a ex-professora de Harvard, que atuou para os governos Bill Clinton e Obama, substitui o juiz John Paul Stevens, da ala liberal.
Nos últimos anos, a corte tem se dividido entre quatro liberais, quatro conservadores e um conservador moderado.
A indicação de Kagan, porém, fará a Suprema Corte ter pela primeira vez três juízas simultaneamente. Há um ano, o Senado aprovou a juíza Sonia Sotomayor - primeira mulher latina da história do tribunal.
Dos 63 votos favoráveis à sua indicação, 56 foram de democratas e apenas 5 de republicanos - além de 2 independentes -, placar que, segundo analistas, reflete a polarização política no governo de Obama.
Opositores à sua indicação apontaram sua inexperiência - nunca foi juíza - e o seu suposto alinhamento à posição do governo.
A aprovação ocorreu ainda na véspera do recesso da corte e foi considerada uma vitória política a apenas três meses das eleições ao Congresso.