Internacional

TV iraniana acusa EUA de usar Sakineh em complô

Folhapress
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Teerã - O noticiário da TV iraniana rompeu o silêncio ontem e exibiu uma reportagem sobre Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada a morrer apedrejada por adultério.

No vídeo, publicado na internet poucas horas depois de ir ao ar, o apresentador acusa a mídia internacional de ser “ferramenta política’’ para “Israel e os EUA” pressionarem pela libertação de três americanos presos há mais de um ano no Irã sob acusação de espionagem. “Mas qual é a razão da propaganda internacional sobre o caso? Será que Israel e os EUA, incluindo (a secretária de Estado americana) Hillary Clinton, se preocupam com a vida de Sakineh?”, questiona o apresentador. São exibidas imagens das TVs americanas CNN e Fox News e da britânica BBC, e o apresentador as acusa de “desrespeitar o princípio básico de informar as pessoas’’.

O noticiário exibiu trechos de uma entrevista com Sakineh na qual a mulher que foi identificada como a ré aparece quase totalmente coberta por um véu islâmico e com o rosto desfigurado por recurso de computação. Ela ainda tem a voz dublada, já que Sakineh fala turco, e não farsi.

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Brasil espera gesto humanitário do Irã

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem que um gesto humanitário “seria bom” para o Irã, referindo-se ao caso da iraniana Sakineh. “Quem sabe um gesto humanitário não seria bom até para o próprio Irã, para a posição que ele tem no mundo”, disse o ministro, logo após participar de evento, no Rio de Janeiro. Na avaliação de Amorim, as autoridades iranianas revelaram “generosidade” na libertação de uma estudante francesa, durante a visita do presidenteLula a Teerã, em maio.

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