Política

Alckmin vira alvo de todos no debate


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Breno Costa

São Paulo - Líder com folga nas pesquisas de intenção de voto, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) foi o único alvo de seus cinco adversários pelo governo de São Paulo em debate promovido pela Band, ontem.

No segundo bloco do programa, o primeiro no qual os candidatos podiam se confrontar diretamente, Alckmin foi alvo de perguntas de Paulo Skaf (PSB) e de seu principal adversário, Aloizio Mercadante (PT), que atacaram os pedágios e a qualidade da educação no Estado.

Com a possibilidade de perguntas para Alckmin esgotada, por conta das regras do debate, que limitavam a duas as perguntas para cada candidato, Celso Russomanno (PP) fez uma tabelinha com Mercadante para atacar a segurança pública. “O PCC tomou conta dos presídios”, disse o petista, duas vezes.

Em sua resposta, Mercadante buscou colar sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizer que “caminha com ele há mais de 30 anos pelo país”.

O petista citou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Nas suas cinco intervenções, Alckmin não citou o candidato tucano José Serra (PSDB) nenhuma vez.

Alckmin lidera a disputa sucessória no Estado, segundo a última pesquisa Datafolha. O tucano tem 49% das intenções de voto, contra 16% de seu principal adversário, Aloizio Mercadante.

Em terceiro aparece Russomanno, com 11% das intenções de voto. O empresário Paulo Skaf tem 2%. Empatados com 1% dos votos estão Fábio Feldmann (PV) e Paulo Búfalo (PSOL).

Diante dos ataques, Alckmin elevou o tom contra Mercadante ao ser acusado de “defender o indefensável” e depois de o petista ler um trecho de relatório enviado ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) pelo ex-governador José Serra, com uma série de críticas à qualidade da educação no Estado.

“O senador é ótimo para criticar, mas não conheço nada de positivo que tenha feito para São Paulo, absolutamente nada, a não ser criticar”, disse Alckmin, que ainda acusou o PT de ter diminuído o orçamento para a educação quando comandou a Prefeitura de São Paulo.

Ao falar sobre educação, Mercadante acabou não repetindo suas habituais críticas ao sistema de progressão continuada nas escolas de São Paulo, uma das principais polêmicas da campanha até aqui.

Na sua vez de perguntar, Alckmin preferiu se esquivar dos candidatos mais combativos e questionou o candidato do PV, Fábio Feldmann.

Em sua réplica, aproveitou para se defender dos ataques conjuntos de seus rivais.

“É impressionante a quantidade de informações erradas que aqui são explicitadas”, afirmou.

Ao contrário do debate entre os presidenciáveis, semana passada, o mediador Boris Casoy não teve que interromper nenhum dos candidatos por estourar o tempo programado.

Bastidores

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, resolveu ir ao estúdio ver o debate. Com sua chegada, os candidatos ao Senado, Aloysio Nunes (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB), se mudaram de lugar. Ambos estavam acomodados na primeira fila, mas preferiram sentar ao lado de Serra na quarta.

Questionado sobre onde se sentia melhor -debatendo ou assistindo-, Serra respondeu: “Gosto daqui [plateia] e de lá. Na verdade, sou um louco por debates”, afirmou.

Com tantos políticos de peso, faltaram lugares para convidados do tucano Alckmin. Pouquíssimos vereadores aliados conseguiram entrar no estúdio para acompanhar o debate. Até o coordenador da campanha do tucano, deputado estadual Sidney Beraldo, ficou de fora.

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