Entrelinhas

Entrelinha


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•Contra Bauru

Bauru viveu nos últimos 20 anos grandes problemas que contribuíram para agravar o seu desenvolvimento, prejudicado também pelo descaso, corrupção e mesmo omissão de pessoas públicas e de diversas de suas lideranças. Com a união liderada pela imprensa, Ministério Público, Judiciário, outras instituições e pessoas sérias, determinadas a mudar esse quadro, a cidade teve a coragem de enfrentar os problemas à luz da opinião pública, o que resultou em cassações e até mesmo em prisões. Pagamos coletivamente um preço alto pelo amadurecimento.

 

•Um replay, não!

Nesse período perdemos também com a abertura inesperada dos nossos mercados e a globalização, para a qual não estávamos prontos. Junto vieram as privatizações, reestruturação de modelos de gestão de empresas, reengenharia, além de novas leituras de logística que levaram daqui regionais e, junto, milhares de empregos e milhões em moeda circulante, geradoras de oportunidades e riquezas. Todos sabem o quanto a cidade sofreu com o desemprego e a falta de recursos para investimentos públicos.

 

•Vocação da cidade

Em pleno 2010, tendo superado com muito sacrifício algumas de suas maiores dificuldades, com lutas permanentes para que a cidade ratifique e amplie seu papel de Coração de São Paulo e sede da grande região central do Estado, com suas principais vocações sendo o comércio e a prestação de serviços, vemos chegar à Câmara mais uma tentativa de barrar o desenvolvimento da cidade, negando seu DNA e tentando jogar fora toda sua tradição de comércio e prestação de serviços.

 

•Retrocesso claro

 Ultrapassado, inoportuno e sem compromisso com a cidade como um todo, esse projeto de lei do vereador Roque Ferreira (PT) só serve para mostrar que apesar de todos os esforços de gente trabalhadora, empregados e empregadores, que batalha muito para crescer e conquistar desenvolvimento pessoal e profissional, ainda vivemos sob risco de retrocesso com atitudes casuísticas e oportunistas.

 

•Opinião pública

 Buscar melhorar as condições de trabalho e novas conquistas para uma categoria é justo e saudável. Mas neste momento em que profissionais não menos merecedores de respeito e consideração como técnicos, garçons, médicos, policiais, jornalistas, funcionários públicos, motoristas, radialistas, artistas, feirantes, jogadores de futebol, taxistas, camareiros e tantos outros trabalham de acordo com as necessidades de seus ramos de atuação, incluindo sábados, domingos, feriados, dia e noite, e essas categorias têm seus fóruns e instâncias próprias a regular as relações entre empregador e empregado, querer cercear o direito à livre iniciativa e ao trabalho é no mínimo um grande equívoco.

 

•Povo está de olho

Tentar travar os principais fatores de retomada do desenvolvimento da cidade prejudicando de imediato milhares de pessoas, diminuindo já a oferta de emprego e inviabilizando a chegada de novos empreendimentos e espantar potenciais investidores é um absurdo. É mesmo jogar contra Bauru. Com certeza, como já demonstram pesquisa e manifestações públicas contrárias à iniciativa e consultas a vereadores, esse projeto contra Bauru não deverá encontrar eco na Câmara, que hoje tem a responsabilidade de mostrar para toda a opinião pública que não será naquela Casa que a cidade sofrerá o mais duro golpe contra os interesses públicos do seu desenvolvimento, muito pelo contrário. Todo o povo está de olho.

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