Cidade do México - Um dos maiores receios dos cientistas após o vazamento da plataforma da petroleira BP no golfo do México acaba de se confirmar. O petróleo jorrado não só emporcalhou a superfície do golfo, mas também formou uma imensa mancha submarina, cuja dimensão, até agora, não era conhecida com precisão.
Pesquisadores do Instituto Oceanográfico Woods Hole (EUA) enviaram um veículo submarino e um coletor de amostras para mapear o mar na região do acidente. As conclusões, nada animadoras, saíram na revista “Science” online.
A mancha não é perceptível da superfície, formando uma espécie de “nuvem negra” sob a água. A massa de petróleo tem pelo menos 35 km de comprimento, 1,9 km de largura e 200 m de altura. São proporções que, para os cientistas, eliminam a possibilidade de o material não ter vindo do vazamento.
“A mancha é significativa. Nós não esperávamos encontrar algo assim, com a forma tão bem definida”, disse Richard Camilli, pesquisador americano que comandou o estudo.
Camilli e sua equipe vasculharam 235 km de águas. Foram obtidas 57 mil amostras da coluna d’água. Na análise, os pesquisadores consideraram apenas entre 6% e 7% dos hidrocarbonetos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno), que são apenas a uma pequena fração de todo petróleo liberado. esteja acontecendo.