São Paulo - Em audiência realizada ontem no Ministério Público do Trabalho, a procuradora Laura Maia de Andrade afirmou que há indício de manipulação nas escalas de voo de tripulantes da Gol. A empresa estaria mascarando horas voadas além do limite estabelecido pela convenção coletiva da categoria.
A estratégia da Gol, segundo a procuradora, seria contabilizar essas horas como se fossem de deslocamento do funcionário para o local de onde partirá seu voo. Na audiência de ontem, a Procuradoria apresentou uma proposta de acordo entre a empresa e funcionários.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (pilotos e comissários), Gelson Fochesato, diz que os empregados concordam com a proposta de acordo. A Gol afirmou, em nota, que apresentou a documentação pedida pelo Ministério Público e que tem até o dia 31 de agosto para se manifestar.