Internacional

Mina responderá por tentativa de homicídio


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Santiago - O advogado de 26 dos 33 mineiros presos no Chile diz que vai processar a empresa por tentativa de homicídio. “O empregador deveria saber que um acidente como esse com resultado trágico de morte poderia ocorrer”, disse Edgardo Reinoso. Para ele, a acusação de homicídio frustrado “infelizmente não é comum’’.

Além do processo criminal, ele prepara ações por danos morais contra o Estado e os donos e gerentes da mina San Jose. Reinoso também disse que o valor da indenização ainda foi calculado. Segundo ele, não só a mina não estava preparada para a exploração, mas também os trabalhadores não possuíam equipamentos de proteção individual adequados.

Ontem, o ministro de Mineração, Laurence Golborne, anunciou que revisará as regras de segurança e aumentará a fiscalização.

Reinoso declarou que 120 metros de escadas, ao custo de US$ 2 mil, teriam permitido aos mineiros atravessar a área obstruída pelo derramamento de terra. A informação das falhas nas escadas foi confirmada pelo chefe do resgate, André Sougarret.

O início da perfuração de resgate está previsto para amanhã. Cinco mineiros estão com sintomas de depressão. Os demais estão bem.

Até dezembro, o governo chileno estima gastar US$ 10 milhões no resgate. O primeiro pacote do “Levantamos Chile”, espécie de PAC do país criado após o terremoto que completou seis meses ontem, foi orçado em US$ 110 milhões.

Presos há 22 dias a 700 metros de profundidade, após um deslizamento de terra bloquear o acesso à mina, os trabalhadores foram encontrados vivos no domingo, o que foi considerado “um verdadeiro milagre”. Seguindo o cronograma das equipes de resgate, eles deverão ser retirados no mês de dezembro.

A TV chilena mostrou na noite de anteontem novas imagens da maioria dos 33 mineradores presos desde o último dia 5 na mina San José, no norte do Chile. Nas imagens, conseguidas graças aos equipamentos enviados pelo governo aos mineradores, os operários aparecem com longas barbas e bastante magros. Um deles explica e mostra as instalações onde estão há 21 dias, 700 metros abaixo da terra, onde guardam comida e água potável. Todos os operários que aparecem no vídeo, já visto por seus parentes, estão com os troncos nus e aparência cansada, mas mostram bom ânimo.

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