Bauru caminha a passos largos para sua intelectualidade, e o Jornal da Cidade está contribuindo, e muito, para este desenvolvimento cultural, colocando à disposição dos leitores, via colaboradores, a página sobre Opinião. Zarcillo Barbosa, domingo, 22/8, inseriu interessante demonstração de como o capitalismo (sem o ser) pode oferecer às pessoas prazer, conforto e, evidentemente, trabalho. Coincidentemente, nesta semana, aguardando num consultório médico, tive oportunidade de ler uma reportagem sobre Cuba, escrita por João Correia Filho e inserta na Revista do Brasil, demonstrando a fragilidade do regime lá reinante, inclusive no aspecto monetário, onde o CUC (Peso Cubano Convertível) para os turistas vale US$ 1, ou 24 pesos; sendo comum, na ilha, a sua permuta nas ruas e sem cerimônia por dólares, pois os cubanos procuram, quase sempre e quando podem, por uma moeda melhor e que lhes possibilite viver melhor, sendo comum os cubanos com melhor aparência receberem dólares de parentes residentes nos EE.UU.
E ele, João Correia Filho, diz: “Em Havana, cidade com mais de 2 milhões de habitantes e responsável por quase 40% da receita de turismo no país, chega a incomodar a quantidade de pessoas que oferecem todo tipo de vantagem em troca dos convertibles: charutos, informações, música, diversão, aluguel de carros e, claro, cédulas do Che Guevara.” “Um cubano recebe, em média, 480 pesos, cerca de 20 dólares por mês”. “Um médico, uma das profissões mais bem pagas do país, recebe cerca de 600 pesos.”
Seria oportuna a transcrição integral da matéria, entretanto, o espaço é insuficiente. Mas nosso amigo Zarcillo Barbosa poderia, numa de suas andanças, visitar Cuba e nos contar detalhes que sua aguçada inteligência captar, inclusive para melhorar o entendimento de que turismo é excelente fonte de renda e que, como tal, deve e precisa sem incentivado. Turismo propicia trabalho, traz dinheiro e desenvolvimento empresarial, consequentemente receita municipal e bem-estar da população. Trabalho enobrece e evita desvios morais.
Fica aí a sugestão, Zarcillo, colunista, e Eliana, com suas reportagens turísticas, para demonstrar as duas duras realidades: monopólio estatal e livre empreendimento; principalmente porque, há pouco, discutiu-se a abertura do comércio bauruense.
Itamir Crivelli