A Delegacia da Infância e Juventude (Diju) está desmantelando um grupo de adolescentes e jovens responsabilizados por várias pichações em Bauru. Em um primeiro levantamento sabe-se que, entre patrimônios públicos e escolas, o grupo foi autor de 40 pichações. Na última sexta-feira, 15 adolescentes prestaram depoimento e hoje policiais vão à casa de outro, com mandado de busca e apreensão.
A operação para localizar e tomar depoimento dos adolescentes envolvidos nas pichações vem sendo planejada há seis meses. A delegada Rejani Tiritan, titular da Diju, ressalta que, entre os envolvidos, a maioria é adolescente. Na última sexta-feira foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.
Eles estão sendo investigados por envolvimento em pichação e formação de quadrilha, uma vez que agiam em grupo. Após a conclusão do inquérito, o caso segue para a Vara de Infância e Juventude, para que o juiz decida se os adolescentes vão cumprir medida socioeducativa.
As medidas previstas no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) são: advertência; obrigação de reparar o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; inserção em regime de semiliberdade e internação em estabelecimento educacional, como a Fundação Casa. Em respeito ao ECA, os nomes dos adolescentes são preservados pelo jornal.
Mas a delegada ressaltou que nenhum deles possui envolvimento com outras atividades ilegais. Na sexta-feira, na casa dos adolescentes, foram apreendidos três computadores, celulares e latas de tinta. Porém, o que mais chamou atenção foram os cadernos e livros escolares com marcas da gangue apreendidos.
O que era para ser utilizado com a finalidade de educar se tornou um mostruário do vandalismo. Todos os objetos serão investigados, segundo a delegada. “Houve um trabalho grande do setor de inteligência da Polícia Civil. Ainda não terminamos o serviço. Mais ações como essa virão”, promete.
Rejani também ressalta a importância de quem tem a casa ou qualquer outro imóvel pichado denunciar. “Nós somente trabalhamos mediante o boletim de ocorrência. Se a pessoa não denuncia, não temos como fazer isso. Precisamos desses registros para guiar nossas operações”, aconselha. Ela também pede que as pessoas denunciem pelo telefone (14) 3234-8184. As denúncias podem ser feitas anonimamente.