Entrelinhas

Entrelinha


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•Goela abaixo, não!

Vez ou outra Bauru é negativamente surpreendida com a cobrança de uma dívida que surge mal explicada, com valores astronômicos, sobre algo que a população não desfruta. Agora é a empreiteira Camargo Corrêa que está querendo receber dos cofres públicos municipais nada mais nada menos do que R$ 17 milhões por algo que a Justiça definiu em R$ 5,9 milhões, no ano de 2008. Goela abaixo, sem explicações, o prefeito Rodrigo Agostinho não cometerá, certamente, o desatino de pagar com o sagrado dinheiro público, que é de todos os bauruenses, uma conta altamente contestável.

•O papel do prefeito

O prefeito terá de se cercar de todos os cuidados para calcular e recalcular, na via judicial ou não, cada centavo de uma dívida que maus prefeitos passados deixaram em aberto e que agora está “inflada”. Ele não deverá ceder à primeira, segunda e nem terceira cobrança. Terá de contestar veementemente. E não adianta virem com a manjada tática de chutar lá para cima o valor para depois arrumarem um descontinho e ainda posar de bonzinhos. Esse filme envelhecido Bauru já viu e combateu com vigor, punindo, quando preciso, até mesmo o agente público que não defendeu os interesses da cidade.

•Sem pseudo desconto

Bauru espera uma ação enérgica, rápida, decidida e transparente do prefeito e secretários envolvidos no sentido de rejeitar aquilo que é óbvio: o valor é, no mínimo, totalmente contestável, conforme demonstra matéria na página 3 desta edição. A Camargo Corrêa certamente concordará com que as contas sejam refeitas com os parâmetros definidos pelo Tribunal de Justiça, sem itens adicionais e com a plena fiscalização da opinião pública. Afinal, ela também tem um elefante branco em seu nome junto aos trilhos da ferrovia, em pleno centro de uma das maiores cidades brasileiras, o que não é nada bom para ninguém.

•Conta a ser auditada

Com essa nova e polêmica discussão envolvendo o dinheiro público de Bauru, a Câmara Municipal tem outra oportunidade, e dever, de exercitar, sem titubear, seu sagrado papel fiscalizador e de cobrança. A prefeitura poderá convocar uma perícia contábil, sob supervisão de entidades como OAB, sindicatos, associações, Batra (Bauru Transparente) etc para se cercar de todos os cuidados, garantias e transparência não só no cálculo como na análise criteriosa do que está sendo cobrado pela empresa. O JC e o povo de Bauru acompanharão, atentamente, cada passo dessa discussão.

•TV sob nova direção

A não menos polêmica TV Digital em implantação na Unesp-Bauru está sob nova direção provisória desde ontem. Matéria na página 5 da edição de hoje do JC informa sobre a nomeação da professora Ana Sílvia Médola, em substituição ao professor Antonio Carlos de Jesus, na direção da emissora, conforme o Jornal da Cidade antecipou, com exclusividade, na edição de ontem.

•Sobre a autorização

Sobre a matéria publicada ontem, que gerou grande movimentação entre os unespianos, uma pequena retificação: não foi a assessoria de imprensa da Unesp em São Paulo que informou que a TV ainda não tem a autorização (homologação) do Congresso Nacional para funcionar. Esta informação foi apurada pelos repórteres do próprio JC.

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