É curioso notar que grande parte da nova música brasileira passa despercebida pela crítica independente internacional.
Afinal, estamos na era da Internet e a ideia de música exótica tornou-se arcaica. Ainda assim, o espaço é de poucos e Seu Jorge reina sozinho como o galã musical do País nos EUA.
Para reforçar o sucesso, o cantor acaba de lançar seu terceiro disco, “Seu Jorge and Almaz”, exclusivamente no Exterior.
O ato mostra um certo descaso com o público brasileiro pelo fato de que quem salva o trabalho são dois dos músicos mais ativos no cenário nacional: o guitarrista Lúcio Maia e o baterista Pupillo, ambos integrantes do Nação Zumbi com trabalhos muito elogiados pela crítica daqui.
A sólida assistência dos dois previne o naufrágio de Seu Jorge, cujo barítono pouco musical vibra com um tom de sedução cafona, típico de brasileiros que, no exterior, se aproveitam da falsa áurea sensual que acompanha o passaporte para vender o peixe - ou, neste caso, o disco.