Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Apagando incêndio

A cobrança (R$ 17 milhões) que a Camargo Corrêa enviou à prefeitura pela segunda alça do viaduto inacabado mobilizou muita gente do governo e fora dele depois que o JC escancarou o fato na edição de domingo. Após a Câmara se posicionar e pedir a demissão do secretário Luiz Pegoraro, o próprio prefeito Rodrigo Agostinho está pessoalmente empenhado em dar explicações sobre o caso. Mas o secretário segue em situação delicada.

• Alhos com bugalhos

Um comentário ouvido no café da Câmara, ontem, dá conta de que o prefeito não tomou cuidados básicos na condução, até agora, do eventual acordo para quitar a cobrança da Camargo Corrêa por medições antigas do viaduto inacabado. Para muitos, faltou estratégia e cuidados por parte de Rodrigo ao se sentar à mesa no caso da ação popular que discute o erro no cálculo da federalização do empréstimo do mesmo viaduto, que é um outro problema.

• Terra da garoa

A candidata a presidente da República Marina Silva (PV) estranhou ontem à noite o clima frio de São Paulo, na sede da Associação Paulista dos Jornais (APJ), onde participou da sabatina do projeto Agenda Brasil, que já ouviu José Serra (PSDB) e ouvirá Dilma Rousseff (PT) na semana que vem. “Sou do Acre, não estou acostumado com a mudança do tempo”, disse.

• Dieta eleitoral

Marina Silva disse que sua dieta é feita à base de frutas e evita comer muito durante a campanha. “Não sou de comer muito, mas falo muito”, revelou. Apesar de morar no Acre, Marina Silva contou que todo o seu tratamento de saúde, quando era jovem, foi em São Paulo, no Hospital das Clínicas. O marido é de Santos, por isso tem uma afinidade com São Paulo.

 

• Marina critica

Nos últimos dias, ela e José Serra têm se estranhado. O tucano disse que a briga eleitoral é entre ele e Dilma, numa aparente tentativa de obter os votos da senadora. Pelo menos foi assim que ela entendeu. Tanto que criticou Serra dizendo que o tucano está explorando eleitoralmente o caso da quebra de sigilo fiscal da filha. Leia na página 4. A matéria completa com ela, pela Agenda Brasil, sairá no dia 19 nos 14 jornais da APJ, entre eles o JC.

• Sem esclarecer

O reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, se deu o “direito” ontem de não esclarecer à sociedade como está sendo usado o sagrado dinheiro público na polêmica e ainda misteriosa implantação da TV Unesp. O reitor esteve em Bauru e frustrou as expectativas não de jornalistas, mas da população que paga impostos e gostaria de saber o que ele pensa sobre tudo isso. Ficou a dúvida latente: a TV irá mesmo ao ar dentro dos prazos estabelecidos? Além de muitas outras questões.

• Não é uma ilha

Nem ele nem ninguém explicou o que os contribuintes têm o direito de saber, o que é lamentável. Autonomia universitária não significa não ter de prestar contas à sociedade ou transformar um câmpus em uma ilha isolada do restante do arcabouço jurídico e financeiro do Estado brasileiro. Se fosse dinheiro particular, até seria compreensível, dependendo da situação. Mas não é! Espera-se que o reitor ou a reitoria se manifeste oportunamente. Se ele não quer falar, pelo menos que autorize alguém a esclarecer as dúvidas.

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