Rio - A menor pressão dos alimentos e o ritmo mais lento da economia mantiveram a inflação estável em agosto. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,04%, leve aceleração frente à variação de 0,01% observada no mês anterior. Foi a menor variação para esse índice de preços em um mês de agosto desde 1998, quando foi registrada deflação de 0,51%, diz o IBGE.
Com isso, a taxa acumulada em 12 meses teve novo recuo e chegou a 4,49%, alinhada com o centro da meta estipulado pelo Banco Central BC), de 4,50% ao ano. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem, o BC reduziu as previsões de inflação para os próximos dois anos. Disse ainda que o risco de que os preços fiquem acima da meta é cada vez menor.
Para o BC, a desaceleração da economia internacional terá influência “desinflacionária” sobre o Brasil. Na semana passada, o Copom manteve a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano. E o cenário traçado pela ata é de juros estáveis neste e no próximo ano, avaliação que não é compartilhada pela maior parte do mercado.