A capela São José do Paraíso foi fundada em 1921, provavelmente por padres da ordem de Santo Agostinho. Atualmente, os cuidados com o templo estão a cargo de um grupo de agromonges que moram no local, onde também confeccionam bombons e ovos de Páscoa à base de chocolate.
A antiga fazenda de café se transformou em um espaço onde se “respira” espiritualidade. Por todos os lados há garrafas azuis penduradas de forma a emitir um som que torna o local cheio de magia. Até os lustres são feitos do mesmo material.
Para o padre Nilton Antonio Marques, a escolha da cor não respeitou nenhum “tratado”. “Adotamos o azul porque é a cor predominante do mosteiro. Em toda a extensão aparece o azul e amarelo, na decoração e nos jardins.”
Segundo o padre, as garrafas azuis são de vinho e champagne que, colocadas uma a uma em alturas diferentes, emitem um som semelhante aos sinos de vento. “No jardim tem muitos deles, acredito que cerca de 100.”
A capela recebeu o nome de São José do Paraíso porque a propriedade rural já era batizada com a mesma denominação. Tem capacidade para acolher de 100 a 120 pessoas. “Não é muito grande. Todos os domingos às 9h tem a missa da comunidade do bairro do Paraíso.”
Retiro
Os retiros e encontros de espiritualidade garantem a frequência na capela, explica o padre Nilton Marques. “A capela é bastante usada porque aqui realizamos eventos religiosos. Nós, monges, moramos aqui e usamos todos os dias o templo para nossas orações.”
A capela passou por quatro reformas desde a fundação, mas o aspecto arquitetônico foi conservado. “A última reforma foi há dois anos. Tivemos que arrumar o telhado, trocar madeiramento e fazer a colocação de vidros nos vitrôs. Um detalhe que chama muito a atenção dos visitantes é que os lustres são confeccionados em garrafas”
A vida no bairro rural, de acordo com o padre, requer muitas atividades no Mosteiro do Paraíso. “Realizamos muitas atividades da vida rural, festas grandes. Um deles é a missa dos agricultores, que acontece no Dia de Jesus Cristo, Rei do Universo, e neste ano será no dia 21 novembro, final do ano litúrgico. Fazemos um trabalho com os moradores, tanto religioso quanto de integração social.”
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Santuário da Figueira
A sombra de uma figueira inspirou os padres do Mosteiro do Paraíso a criar uma nova concepção de capela, ao ar livre. Batizado de Santuário da Figueira, ele foi fundado em 2000.
No lugar dos tradicionais bancos há toquinhos de madeira. O altar é formado por vitrais nas cores azul e verde. O local inusitado é um convite a contemplação. Como o espaço é aberto, tem capacidade para acolher 250 pessoas e permite leituras e reflexões, desde que não chova.
Ainda no Mosteiro Paraíso, segundo o padre Nilton Marques, há um oratório fundado em 1990. Local apropriado para orações.
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Protetor dos trabalhadores
A capela de São José do Paraíso foi fundada na fazenda de mesmo nome, uma propriedade rural focada no cultivo do café. O santo padroeiro é o mesmo da cidade de Torrinha, explica padre Nilton Marques. “São José é o protetor dos trabalhadores, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Era um carpinteiro.”
O ambiente bucólico do mosteiro atrai, além de turistas, pessoas nascidas nas cidades da região para celebrações como batizados e casamentos, comenta o monge.
“Recentemente, o jornalista Carlos Nascimento batizou o filho dele aqui. O cantor sertanejo Daniel já foi padrinho de casamento aqui. Aqui acontecem muitos casamentos. É uma capela na área rural, simples, discreta, mas que desperta a atenção. Fica a 14 quilômetros da cidade.”