Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Caso mal esclarecido

A pauta de processos a serem apreciados pelos vereadores de Bauru está tranquila para a sessão de hoje. O que não está nada tranquilo é o caso, ainda muito mal esclarecido, das negociações entre a empreiteira Camargo Corrêa e o atual governo para pagar dívidas milionárias e tentar terminar o “carma” que Bauru carrega há mais de 10 anos – o viaduto inacabado no centro da cidade, conforme o JC vem alertando há dias.

• Atitude inacreditável

Surge agora, como mostramos na página 3 desta edição, uma inacreditável autorização dada pelo prefeito Rodrigo Agostinho ao advogado Robson Fialho para que este negocie em nome do município algo que mais de 20 procuradores jurídicos da prefeitura são pagos para fazer, com legitimidade pública. O prefeito escanteou os procuradores e deu uma “carta branca” a um advogado particular.

• Sensação de impunidade

O próprio Rodrigo não consegue explicar, satisfatoriamente, por que fez isso. E não havendo uma argumentação plausível para tal atitude, como não há, dá margem a dúvidas e mais dúvidas crueis sobre o destino desta negociação que envolve dinheiro de todos os bauruenses. Como alerta a coluna Sacadas, na edição de hoje do jornal Segunda-Feira, nenhum governante pode se sentir tão prestigiado a ponto de se permitir cometer atos condenáveis.

• Instituições funcionam!

Na democracia, todos temos limites, inclusive e, principalmente, os governantes. Não é porque o país vive um abominável “faz de conta que está tudo bem” na área da moralidade pública que cada inquilino do poder deve se entusiasmar a ponto de se achar inatingível. O Legislativo, o Ministério Público e o Poder Judiciário são instituições que funcionam. E Bauru tem uma marcante história neste sentido.

• O dinheiro é público!!!

Como se não bastassem os absurdos R$ 17 milhões apresentados como cobrança à Prefeitura de Bauru e o fato de o secretário de Negócios Jurídicos, Luiz Nunes Pegoraro, ter atuado nos dois lados desta questão, surge agora esta generosa petição dada ao advogado Robson Fialho para algo que o governo é quem tem a obrigação de fazer, ou seja, negociar para buscar valores justos visando não sangrar os cofres públicos.

• Polêmica no veto

Voltando à pauta do dia, um projeto que pode levantar polêmica é o veto do prefeito à emenda elaborada por vereadores que limitaria a construção de imóveis em algumas quadras da avenida Comendador José da Silva Martha. Rodrigo barrou a emenda que impedia a construção de imóveis com mais de dois pavimentos no lado ímpar das quadras 3, 4, 5, 6 e 7 da avenida.

• Emenda seria ilegal

De acordo com o prefeito, a emenda dos vereadores sobre a Comendador Martha referente a código de obras não caberia na lei que versa sobre zoneamento. Mas o prefeito terá de ouvir que, mesmo sendo ambientalista, vetou algo que, de certa forma, preserva o bom aspecto urbanístico do local.

• Cláudio Sacomandi

O Poder Legislativo também vota um decreto de autoria de todos os vereadores para dar denominação de Claudio Sacomandi ao complexo viário localizado na confluência das avenidas Comendador José da Silva Martha com José Vicente Aiello, na Vila Serrão.

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