• Turma do abafa
O dia seguinte às decisões tomadas pelo prefeito para tentar sanar absurdos, más condutas e fortes evidências sobre a cobrança milionária (R$ 17 milhões) que a empreiteira Camargo Corrêa move contra o município de Bauru foi repleto de tentativas de desviar o foco central do problema. As ações dos desesperados, orquestradas por gente que não se preocupa com o bem público, partiram de setores hipócritas e retrógrados dentro e fora da prefeitura, que se mobilizam na lama como ratos em fuga quando algo grave está para acontecer com os cofres municipais e é denunciado.
• Bateu o desespero
Desde o dia 12 deste mês, quando o JC revelou o absurdo dos valores que estavam na mesa do prefeito, enviados pela empreiteira - os tais R$ 17 milhões, que depois virariam “generosos” R$ 13 milhões e que, pelas contas feitas agora pela prefeitura, não passam de R$ 8,1 milhões-, quem vive da incompetência e da desfaçatez e trafega sordidamente entre a opinião pública e os porões nem sempre bem-cheirosos do poder público entrou em polvorosa.
• Moralidade e ética
Saibam estes setores que as maquiavélicas manobras diversionistas para tentar desqualificar o que já foi revelado não enganam ninguém, porque a população de Bauru, calejada após tantos escândalos públicos no passado, percebeu o que está ocorrendo e não se deixa enganar por frágeis armações. Outros fatos graves ainda virão à tona neste episódio, com custo altíssimo para os envolvidos. O princípio da moralidade, transparência e impessoalidade no poder público não pode jamais ser peça decorativa. E não tem sido em Bauru.
• Luz sobre os fatos
Os inconformados com as repercussões do caso e com as medidas que o prefeito se viu obrigado a adotar, principalmente recalcular o valor da dívida que, repetimos, já caiu à metade, tentaram ontem salvar alguma coisa das péssimas aparências deste rumoroso caso. Mas, obviamente, era muito tarde. A luz foi lançada sobre os fatos que se pretendia ficassem camuflados. Só não quis ver e não se importou quem não respeita a cidade. A Câmara Municipal, para desempenhar seu papel fiscalizador, tratou o assunto nas duas últimas sessões com a prioridade e firmeza que os fatos requerem.
• Seguiremos de olho
Este caso ainda não acabou. Enquanto o valor real e correto da dívida cobrada da prefeitura não for confirmado no papel assinado, enquanto não ficarem definitivamente anuladas as implicações que representariam para Bauru o documento assinado pelo prefeito para o advogado Robson Fialho e enquanto os “inimigos íntimos” do prefeito não se recolherem à condição de servidores do bem público e algumas poucas cassandras externas não se renderam à verdade dos fatos, este caso não terá acabado. Pelo menos nas páginas deste jornal, que é de Bauru e região e é dos cidadãos desta cidade já sofrida demais com ações de péssimos políticos e maus cidadãos.
• “Que roubada...”
Esta frase foi dita pelo prefeito Rodrigo Agostinho ao jovem Yago Hudson, ontem à tarde, na ITE. Enquanto o prefeito conversava com jornalistas no aguardo da ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, o estudante disse ao prefeito que queria “entrar para a política” e ouviu dele a frase acima.