Paris - O governo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, obteve ontem uma primeira vitória na sua intenção de reformar a Previdência, com a aprovação do projeto na Assembleia Nacional. O texto, porém, ainda precisa do aval do Senado.
Embora esperada, uma vez que Sarkozy tem maioria na Casa, a aprovação representa importante endosso ao presidente, acossado por opositores da medida - além de um escândalo de corrupção e acusações de xenofobia e espionagem.Após conturbada sessão, que começou ontem e atravessou a noite, o texto foi aprovado por 329 votos a 233.
A expectativa é que o Senado o aprecie em outubro e que, até novembro, o projeto esteja aprovado definitivamente. A reforma prevê, entre outros pontos, a elevação da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos; do tempo de contribuição de 40 para 41,5 anos; e da idade para obter aposentadoria integral de 65 para 67 anos.
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França diz que críticas da UE são inaceitáveis
Paris - O governo francês foi a público ontem para reagir às duras críticas da comissária europeia de Justiça, Viviane Reding, sobre a expulsão de ciganos no país. Paris chamou as críticas de inaceitáveis e pediu que ela não se deixe levar por uma “polêmica estéril”. Já o secretário de Estado francês de Assuntos Europeus, Pierre Lellouche, disse que a comissária “derrapou” ao comparar a política de expulsão de ciganos com a II Guerra. “Como filho de alguém que lutou pela liberdade francesa, não posso permitir à senhora Reding que diga que a França atual se parece com a França de Vichy, ninguém pode falar de Segunda Guerra”, disse Lellouche ao canal de TV RTL.