Política

Nascimento diz a eleitor para fazer comparações

Gisele Hilário
| Tempo de leitura: 4 min

O candidato à Assembleia Legislativa pelo PSC Celso Nascimento afirma que a campanha eleitoral entrou num momento decisivo, especialmente para o eleitor. “É quando muitos dos eleitores que ainda não se voltaram à necessidade de analisar em quem votar, precisam fazer essa análise. É bem salutar lembrar os eleitores para a análise do candidato, o que ele fez, o que faz, o que pretende fazer pela população.” Nascimento acredita que só assim, levantando em conta a quantidade de postulantes por Bauru, será possível votar com consciência.

Jornal da Cidade – O senhor está “debutando” na disputa política.

Celso Nascimento – Estamos diante de uma situação em que você se sente pequenininho, porque existe hoje uma grande quantidade de forças que se juntam nesta hora. Força financeira, força política, força da fama, todas elas se interagem neste momento político para que a pessoa que está pleiteando o cargo, seja a federal, seja a estadual, seja o governo, aproveite tudo o que podem, seja o lícito, seja o ilícito, muitas vezes, para tentar galgar a tão sonhada posição. E a gente está começando este trabalho, uma campanha política. E, é claro, que a gente não pode começar muito por baixo, tem que entrar com uma certa base. E foi o que me levou à postura de candidato. A gente tem uma base, que é a igreja, com uma distribuição de templos pelo Estado de São Paulo e pelo Brasil.

JC – Mas o senhor foca a campanha apenas na igreja?

Nascimento – Minha campanha está sendo levada a todo povo, tanto de Bauru como nos lugares em que consegui pessoas que estão apoiando nossa proposta. Estou desenvolvendo um projeto em que a ação social, hoje, precisa ser muito mais atendida pelo governo, pelas administrações, sejam elas municipais, estaduais ou federais. Dentre elas, a gente tem analisado uma epidemia chamada crack, que tem invadido lares de ricos, pobres, religiosos, não religiosos, e muitos jovens acabam presos. E lá tem contato com os comandos, das facções criminosas e, quando saem, estão, normalmente, comprometidos com a droga ou com o tráfico. E não existe hoje, por parte do governo, uma ação direta contra isso. Do outro lado, as facções estão muito bem estruturadas, crescendo, bem organizadas. E as casas de recuperação, que seriam o modo desses jovens se curarem do vício, a maioria trabalha em condições precárias. O governo não só pode como deve ajudar.

JC – Enquanto deputado, de que modo o senhor pretende atuar no problema?

Nascimento – Temos projetos, inclusive somados a outros parceiros que entendem que precisam ter leis. Se as que existem não estão sendo aplicadas, precisamos de leis para o governo entre com força total para ajudar. Hoje existe uma lei que diz que o governo poderá remeter uma verba, o que fica facultativo. Então, é preciso mudar para deverá para que essas entidades possam fazer o trabalho como devem, de modo adequado.

JC – Estamos a poucos dias da eleição. Como o senhor avalia este momento da campanha?

Nascimento – Agora é o momento decisório para o eleitor. É quando muitos dos eleitores que ainda não se voltaram à necessidade de analisar em quem votar, precisam fazer essa análise. É bem salutar lembrar os eleitores para a importante análise do candidato, o que ele fez, o que faz, o que pretende fazer pela população da cidade, da região. Existe hoje uma quantidade grande de pessoas pleiteando uma cadeira na Assembleia, na Câmara, mas qual o projeto, qual a intenção, quais os trabalhos prestados à comunidade? Este deve ser o pensamento do eleitor antes de decidir em quem vai depositar o seu voto.

JC – Nós temos um deputado estadual eleito, que também está na disputa. O senhor acredita que a cidade tem condições de eleger mais um?

Nascimento – Com a quantidade de votos aptos que Bauru tem hoje, mais de 200 mil, se canalizados para dois e até três nomes, Bauru elegeria sem problemas. Existe a campanha de que os candidatos da cidade devem ser privilegiados, mas o que falta mesmo na cidade é o senso de com qual deles Bauru realmente poderia contar. Por isso, temos aí a invasão dos candidatos de fora e a dissolução dos de dentro. A quantidade de pessoas que querem disputar dentro da cidade promove essa dúvida entre os eleitores. Mas daria, sim, para Bauru fazer dois deputados estaduais e pelo menos um federal, porque já teve competência para isso. Como bauruense, é importante destacar que a cidade merece ter mais um representante na Assembleia. Cidades menores no Estado tem conseguido e está na hora de eleitores da cidade se unirem nesse projeto: Bauru ter pelo menos mais um ou dois deputados estaudis e pelo menos um federal para que olhem por Bauru

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