Polícia

Projeto de lei autoriza doação de terreno para complexo policial

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Foi publicado ontem no Diário Oficial de Bauru um projeto de lei de autoria do prefeito Rodrigo Agostinho que autoriza a doação de um terreno de quase 13 mil metros quadrados do município para a construção de um Complexo da Polícia Civil.

Entre os motivos citados pelo prefeito para que a Câmara aprove a doação estão a melhoria no atendimento à população, a modernização dos serviços, o aperfeiçoamento profissional e a eficiência na solução dos crimes, fatores que seriam propiciados com a construção de prédios modernos e funcionais.

Entretanto, o terreno que poderá ser doado fica no loteamento Estoril V, área considerada valorizada no ramo imobiliário. Segundo o projeto de lei enviado pelo prefeito, que necessita de aprovação da Câmara, o lote tem cerca de 12.942 metros quadrados e está avaliado em R$ 4.529.700,00.

Em nome do diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 4 (Deinter 4), Licurgo Nunes Costa, o delegado assistente Luís Henrique Fernandes Casarini afirmou que a ideia inicial era de ampliar as instalações do Núcleo de Ensino Policial Civil do Interior. Entretanto, após visita ao prefeito, o planejamento aumentou.

“Queríamos ampliar o núcleo de ensino para melhorar o preparo do policial. Porém, o prefeito nos recebeu e vimos a possibilidade da doação de um terreno um pouco maior do que era esperado em princípio. Assim, poderíamos abrigar alguns imóveis que são utilizados pela polícia, mas são alugados”.

Alugados

O projeto de lei cita que, se for construído, o complexo abrigará, além do Núcleo de Ensino Policial Civil do Interior, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e Delegacia da Defesa da Mulher (DDM). Atualmente, todas funcionam em prédios alugados.

Questionado sobre o pedido ter sido feito ao município e não à Secretária de Segurança Pública de São Paulo, à qual pertence a Polícia Civil, Casarini afirma que foi por uma questão de logística e de oportunidade.

O prefeito Rodrigo Agostinho afirmou que, se a solicitação fosse feita diretamente ao Estado, tal fato não faria diferença, uma vez que, para qualquer construção do Estado, o município precisa ceder a área apropriada.

“Eles financiam tudo, porém, a cidade tem que ceder o espaço para a construção. Se eu não oferecesse essa área, este complexo iria para outra cidade. Ou mesmo se eu não cedesse esse espaço, teria que comprar outra para tal finalidade”.

Em relação ao valor do local escolhido, Agostinho justifica que foi justamente pelo perfil de classe média e alta dos moradores do local. Segundo ele, o terreno é institucional e por isso não pode ser vendido.

“Ele só pode ser usado para construções como creches, postos de saúde ou escolas. E tais projetos não são atrativos nessa área. A população do local é de classe alta e utiliza, em sua maioria, serviços privados. O tamanho também foi determinante. Bauru não tem outro lugar tão grande que comporte o complexo”, conclui.

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