Paralelamente à temporada de “Alice no País das Maravilhas”, que entra em seu terceiro mês de apresentações na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Bauru , o Grupo Ato dedica-se à sensibilização de crianças e jovens para a arte. Por meio do projeto “Gente Legal”, o grupo tem incentivado a pesquisa do universo da famosa personagem de Lewis Carroll, a fim de tornar-se em uma espécie de criador de “Alices”: pessoas mais sensíveis, próximas de si e mais capazes de transformar o mundo em algo mais “colorido”.
A iniciativa surgiu em abril de 2009, com o objetivo de compartilhar o fazer teatral do Ato. Com temática relacionada a um dos espetáculos, “A Canção de Assis”, os participantes integrarem oficinas em seus núcleos, realizaram estudos e acompanharam o trabalho do grupo desde a montagem do cenário até a encenação. Ao final dessa jornada, foi a vez das instituições subirem no palco e mostrarem as suas obras (teatrais ou de outras modalidades artísticas), inspiradas no universo da peça ou não.
Com “Alice”, a equipe quer ir mais além. “Essa atividade significada o aprofundamento desse trabalho. Agora não será necessário se apresentar; o que estamos estimulando é a pesquisa: quem é Alice? Que história é essa? O que o autor quer nos dizer?”, propõe a atriz Elisabete Benetti, idealizadora do projeto, desenvolvido atualmente junto a educadores de dez instituições e escolas de Bauru. “Percebemos que as crianças mantêm viva a possibilidade do artístico, da criatividade, da espontaneidade, da imaginação; é o adulto, muitas vezes, quem distancia a criança disso, formatando suas atividades”, explica.
Para o diretor do espetáculo, Carlos Batista, a atividade tem o intuito de fazer com que os participantes compreendam a importância de ampliar seu campo de conhecimento. “Assistir a peça depois dessa pesquisa faz com que o campo de discussão seja muito maior; é uma forma de conhecer todas as possibilidades da Alice, aceitar o entendimento do outro e fazer com que o homem entenda que é preciso ir além; é, na verdade, um mergulho dentro de você mesmo para o descobrimento de suas próprias possibilidades”, afirma.
Mais do que um trabalho de formação de público para o teatro, o projeto, de acordo com os idealizadores, significa a sensibilização para a arte. “Enquanto artistas, percebemos que o indivíduo está distante de si e do outro. A arte é uma possibilidade de uma vida boa; o artístico desvela os nossos olhos, nos proporciona ver o invisível e ir além”, convida.
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Peça entra em seu 3º mês de temporada
Produzida especialmente para as crianças, a leitura da obra de Lewis Carroll feita pelo Grupo Ato entra em seu terceiro mês de temporada. “Alice no País das Maravilhas” segue com apresentações sempre aos domingos, às 16h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Bauru.
A obra do professor e escritor inglês Lewis Carroll nasceu do convívio do autor com as pequenas irmãs Lorina, Alice e Edith Liddell, filhas de um diretor da universidade em que lecionava. Foi em um passeio de barco com as três meninas que surgiram os seus primeiros esboços da história de “Alice no País das Maravilhas”, inspirada principalmente nas inquietações da pequena Alice Liddell.
Ao desvendar esse mundo, Alice vive experiências e descobertas e revela atributos como confiança e sensibilidade. O final é feliz, e não apenas para Alice, mas também para todas as “crianças” que conhecem a obra, um convite que resgata o imaginário inerente ao ser humano. No espetáculo, a magia da história é ilustrada por meio da técnica de manipulação de boneco (Alice diminuindo e aumentando de tamanho), cenografia viva (representada também pelos atores), canções originais interpretadas ao vivo e figurinos que criam uma bela plasticidade. (KB)
• Serviço
Espetáculo “Alice no País das Maravilhas” em temporada no auditório da OAB (avenida Nações Unidas, 30-30), sempre aos domingos, a partir das 16h. Ingressos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). Mais informações pelos telefones (14) 3227-3636 e 9151-2879 ou pelo site www.grupoato.com.br.