Passando em alguns bairros de Bauru, muito me lembrei de tempos bons dos finais de anos 70, início dos anos 80, quando eu, em companhia de circo-teatro, percorria os bairros da cidade. Em um pequeno circo, levando alegria sadia a arte do teatro. E, até hoje, quantas amizades feitas debaixo ou na frente das lonas coloridas ou mesmo de pano pintado, mas o que importava é que a noite tinha marmelada, tinha show de rádio, moças dançando, palhaço tirando riso e galã atraindo o público com seu jeito de ser no palco de um pequeno circo-teatro.
Triste fiquei ao ver que em bairros e mais bairros de Bauru não existem mais praças para armar circos e a população carente não vai conhecer o circo da periferia e nem tão pouco terão oportunidade de ajudar a descarregar as cadeiras do caminhão para ganhar um ingresso, não terão oportunidade de passar por debaixo das lonas para assistir ao palhaço, ouvir o som da guitarra, ver as luzes piscando e comer pipoca na arquibancada de um circo, que ficou na lembrança em Bauru, porque homens, sim, pessoas crescidinhas, esqueceram que foram crianças e acabaram com as pra-ças dos circos em Bauru. E viva o circo! Choro porque sou o palhaço Charutinho.
Antonio Marcos Alavarce - O Mágico Show