Arealva - A gerência regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Bauru anunciou que aguarda decisão da Secretaria de Inspeção do Trabalho em Brasília para decidir se os 15 trabalhadores encontrados anteontem pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Militar em um sítio em Arealva (41 quilômetros de Bauru), vivendo em condições análogas à de escravos, poderão ser resgatados e incluídos no sistema de seguro-desemprego.
De acordo com o gerente regional do MTE em Bauru, José Eduardo Rubo, a decisão sobre o futuro trabalhista dos 15 homens, que trabalhavam na colheita de laranja em uma fazenda da região, será conhecida na segunda-feira.
“Quem faz o resgate dos trabalhadores é o Ministério do Trabalho e Emprego, mas o Ministério não estava presente. O auditor fiscal do trabalho não flagrou a situação, de forma que ele não tem convicção para resgatar o trabalhador. Ele vai depender de outras informações como depoimentos tomados, imagens, de forma que, mesmo assim, ele pode decidir não fazer o resgate”. O resgate possibilita que o trabalhador seja incluído no sistema de seguro-desemprego, com anotação e baixa ex-ofício (fora do prazo legal) em sua carteira de trabalho. O alojamento onde estavam os trabalhadores, no quilômetro 374 da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, não possuía armários, despensa e tinha apenas um banheiro para as 15 pessoas, que tomavam banho com água gelada. O sítio foi interditado pela Vigilância Sanitária e seis trabalhadores permanecem abrigados no albergue de Arealva. O MPT tenta, agora, localizar o responsável pela locação da propriedade rural e a fazenda onde os homens trabalhavam.