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Vitórias do 1º turno servirão presidenciáveis no 2º


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Brasília - Mais de dois terços dos Estados brasileiros podem definir as eleições já amanhã e esse exército que sai vitorioso das urnas será fundamental para os candidatos nacionais, caso a disputa pela Presidência da República vá para o segundo turno. Com base nas pesquisas eleitorais, Dilma Rousseff (PT) poderia iniciar a campanha para uma eventual segunda rodada tendo a seu lado 12 governadores prontos para correr as ruas em seu favor.

O presidenciável José Serra (PSDB), segundo lugar nas sondagens e com chances de ultrapassar a barreira de 3 de outubro, contaria com sete governadores eleitos, incluindo alguns colégios de grande densidade eleitoral.

Se as faturas em São Paulo e Minas Gerais, que representam 33% do eleitorado, forem liquidadas agora, o tucano teria importantes puxadores de voto para a campanha, um deles de projeção nacional, Aécio Neves.

O Paraná, com 7,6 milhões de eleitores, é um caso nebuloso, já que pesquisas têm sido impedidas de serem publicadas por ações na Justiça movidas por Beto Richa, candidato pelo PSDB. Não se sabe, por exemplo, se Osmar Dias (PDT), apoiador de Dilma, pode levar a melhor.

No caso de Minas, a conta não é necessariamente automática. Se Antonio Anastasia definir a fatura amanhã, Aécio ficaria livre para apanhar votos para a urna de Serra. Mas há dúvidas sobre seu nível de doação à campanha. Integrantes do partido, no entanto, afirmam que ele não terá como não se engajar.

Embora as vitórias não signifiquem, claro, que o conjunto dos eleitores do respectivo Estado votará neste ou naquele presidenciável, a eleição de governadores aliados é um sinal de força importante, com um peso psicológico grande no momento de contabilizar os apoios para o segundo turno.

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