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Tiririca é federal mais votado do Brasil

Folhapress
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São Paulo - Confirmando as expectativas, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), foi o campeão de votos para a Câmara dos Deputados. Com 92% das urnas de São Paulo apuradas, ele tinha 1,238 milhão de votos, número próximo ao recorde nacional, de Enéas Carneiro - 1,57 milhão de votos, em 2002. Logo atrás, vinham o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ), com 652 mil votos (96% das urnas apuradas) e Gabriel Chalita (PSB-SP), com 525 mil.

Na lista de eleitos, não figuravam campeões de votos como Paulo Maluf (PP-SP) -que não teve os votos validados pelo fato de sua candidatura estar ameaçada na Justiça- e José Genoino (PT-SP), presidente do PT durante o mensalão, em 2005. O petista disputava, voto a voto, uma das últimas vagas em sua coligação. Nessa situação, também se encontrava o delegado Protógenes Queiroz (PC do B-SP).

Políticos que tiveram o nome envolvido nos escândalos do mensalão (2005) e dos sanguessugas (2006) estavam conseguindo se eleger, como João Paulo Cunha e José Mentor (PT-SP), Valdemar da Costa Neto (PR-SP), Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Nilton Capixaba (PTB-RO).

Da bancada de ex-jogadores de futebol que se candidataram, o ex-goleiro do Grêmio Danrlei (PTB-RS) foi o mais votado, com 171 mil votos, desbancando Romário (PSB-RJ), que tinha 143 mil votos (com 97% das urnas apuradas nos dois Estados).

O ex-atacante do Corinthians Marcelinho Carioca (PSB-SP) não conseguia uma vaga. Até as 20h40, estava na 91.ª posição (58,3 mil votos).

No Rio, os 240 mil votos do deputado Chico Alencar (PSOL) levavam para a Câmara Jean Wyllys, ex-participante do “Big Brother Brasil’’, que só havia obtido 12,8 mil votos. O ex-boxeador Popó (PRB-BA) também se elegeu, com 53 mil votos. Tiririca votou às 9h, sem a fantasia. Questionado sobre o que faria de concreto no Congresso, disse: “De concreto, só cimento”.

Romário, no Rio, chegou em uma BMW blindada para votar. Ele disse que pretende reeditar a parceria com Bebeto, que se elegeu deputado estadual pelo PDT do Rio.

Em Brasília, ao menos um envolvido no mensalão do DEM se elegeu deputado distrital: Benedito Domingos (PDT). Também ganhou uma cadeira na Câmara do DF Agaciel Maia (PTC), ex-diretor-geral do Senado, acusado de irregularidades.

Com 80% das urnas apuradas, o PT apresentava o maior crescimento nas bancadas da Câmara: de 79 para 88 cadeiras. O PMDB cairia de 90 para 79. Os dois partidos devem disputar a presidência da Casa, caso Dilma Rousseff vença (PT). Ressalte-se que o quadro de eleitos pode sofrer alteração significativa caso a Justiça decida liberar as candidaturas ficha-sujas.

O PSB também cresceria, de 27 para 36 vagas. Na oposição, o maior perdedor seria o DEM, que só elegeria 44 deputados - hoje, são 56.

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