São Paulo - O diretor do Sindicato dos Motorista de São Paulo José Carlos da Silva, 50 anos, foi morto no noite de ontem no Jardim Peri, zona norte de São Paulo, com cinco tiros.
Silva é o segundo sindicalista ligado ao transporte público, e do mesmo sindicato que representa motoristas e cobradores de ônibus (Sindmotoristas), assassinado em SP em menos de 20 dias.
A polícia investiga ligação entre os dois casos.
De acordo com a polícia e com a direção do sindicato, o diretor foi baleado por volta das 20h dentro de seu carro após deixar um bar, próximo à rua Araújo de Castro.
Ele havia acabado de entrar no veículo quando duas pessoas pararam ao lado veículo em uma moto. O garupa sacou uma arma e passou a realizar os disparos. Silva chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O sindicalista era casado e tinha dois filhos, uma com 15 e outro com 17 anos. Em protesto à morte de Silva, parte dos motoristas e cobradores da empresa Viação Samabaíba (onde Silva trabalhava) não deixou a garagem.
Em razão do protesto, a SPTrans (empresa municipal de transportes) acionou seu plano de emergência para atender a demanda na região. Foram colocados 66 veículos para atender as 15 principais linhas sob a responsabilidade da empresa.
Em nota, o presidente do sindicato Isao Hosogi, o Jorginho, informou lamentar “mais esta fatalidade e espera que as autoridades elucidem o mais rápido possível este covarde assassinato.”
No mês passado, o sindicalista Sérgio Augusto Ramos, 48 anos, também foi morto a tiros quando fazia panfletagem em frente à garagem de uma empresa de ônibus, no Jd. Ângela (zona sul de SP).
Em vídeo e em denúncia ao Ministério Público, Ramos disse que estava sendo ameaçado e apontou o presidente do sindicato Hosogi como o principal interessado em sua morte.
Ramos denunciado um suposto esquema de corrupção do presidente no sindicato.