Lembro-me desse triste caso, que envolveu uma família bauruense, na década de 70. Na época, tinha 12 anos. Eu e mais alguns amigos de escola nos reunimos e decidimos fazer buscas nos matagais existentes no caminho do aeroporto, próximo ao "buracão do ernesto", no Jardim Estoril. Fomos com estilingues e pedaços de paus vasculhar toda a mata para ver se achávamos alguma pista que nos levasse até a menina Mara Lúcia. Procuramos por diversas trilhas, durante 3 dias, e só paramos nossa busca porque ouvimos pelo rádio que haviam encontrado o corpo dela, numa casa da rua José Ranieri, 8-61. Fomos para lá, muitos carros e policiais militares, não nos deixaram nos aproximar, fomos orientados a voltar para nossas casas. Ficamos muitos tristes com a notícia do encontro do corpo da pequena Mara Lúcia.
Fim de nossas buscas, tristeza em cada olhar pela morte cruel de uma inocente, jovem que teria muitos anos de vida. Sentíamos a insegurança nas ruas, nas trilhas que fazíamos a pé ou de bicicleta, onde íamos pegar gabiroba ou caçar alguns pássaros com gaiola e alçapão, brincadeira inocente de crianças. Com certeza o autor desse bárbaro crime pode estar impune pela justiça do homens, mas não pela justiça divina.
Luiz Carlos Pires de Camargo