Os Estados Unidos liberaram a importação de carne suína e bovina in natura do Estado de Santa Catarina, informou nesta semana a Abipecs, entidade que reúne os produtores e exportadores de suínos no Brasil.
Segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, a liberação de Santa Catarina, Estado reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como livre de febre aftosa sem vacinação, foi publicada nesta terça-feira no diário oficial norte-americano.
O envio do produto aos EUA, no entanto, não é automático. Camargo afirmou que a partir de agora tem início o processo de habilitação pelos Estados Unidos de unidades processadoras no Estado.
“Agora tem que habilitar as fábricas, um processo individualizado”, declarou ele a jornalistas. O dirigente afirmou que o Brasil poderá ser competitivo para exportar para os EUA, inicialmente, em alguns cortes suínos como costela e bacon.
“Carcaça chegaria mais caro (que o produto dos EUA pelo frete)”, observou.
O Brasil é o quarto produtor e exportador global de carne suína, enquanto os EUA estão em segundo no ranking da exportação e em terceiro no da produção, segundo dados divulgados pela Abipecs.
No caso de suínos, o Estado é o maior produtor brasileiro e teria condições de ampliar as exportações.
Mas considerando que os norte-americanos também contam com uma importante posição no comércio internacional de carne suína, Camargo Neto comentou que a liberação tem mais um aspecto positivo indireto, que é o de facilitar a abertura de outros mercados como os do Japão e da Coreia do Sul, pelo reconhecimento internacional do serviço de inspeção dos Estados Unidos. (Roberto Samora)