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Dilma convida e Mantega fica na Fazenda

Folhapress
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Brasília - A presidente eleita, Dilma Rousseff, fez ontem o convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continue à frente do cargo a partir de janeiro do ano que vem. Segundo a reportagem apurou, o ministro aceitou o convite.

A conversa, inicialmente prevista para anteontem, ocorreu ontem na Granja do Torto e durou cerca de duas horas e meia. Na mesma reunião estavam presentes também o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e o assessor da petista, Giles Azevedo, cotado para ser chefe de gabinete do próximo governo.

Mantega pode bater recorde de permanência de Pedro Malan, ministro da Fazenda nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Como ele assumiu em março de 2006, ao final do mandato de Dilma (2011-2014), Mantega pode completar 9 anos no comando da economia do País.

A manutenção de Mantega no cargo tem um dedo de Lula: em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, o presidente voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.

Dilma não fará o anúncio oficial até que ela defina um nome para a Presidência do Banco Central, o que deve ocorrer nos próximos dias. Dessa forma, anunciará a equipe econômica em bloco.

Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência a Henrique Meirelles porque está preocupada com uma possível piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.

Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a avaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.

“Herança bendita”

Dilma Rousseff classificou como uma “herança bendita” as políticas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A petista participou ontem da primeira reunião temática do governo de transição.

Segundo ela, como o modelo adotado na gestão petista foi “extremamente” bem avaliado, terá um peso maior e será mais cobrada. Para a presidente eleita, é preciso “dar um salto e avançar”. Dilma participou de encontro para discutir a erradicação da miséria no Brasil, um de seus compromissos assumidos na campanha. (Leia mais nesta página)

A presidente eleita destacou ainda que é preciso desenvolver ações sociais diferenciadas para atender os brasileiros que estão na linha da pobreza e reforçar outros programas além do Bolsa Família, citando o Territórios da Cidadania. Ela teria alertado que os pobres não são iguais.

“O grande desafio é dar um salto e avançar e em cima dessa herança bendita que tem sempre um grande peso que para honrá-la temos que ser inovadores”, disse Dilma em reunião fechada, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede da equipe de transição.

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