Economia & Negócios

Aumento da produção de etanol deverá gerar mais empregos


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O aumento da produção do etanol em 15% para atender a demanda pelo combustível deverá gerar cerca de 170 mil postos de trabalho em toda a cadeia produtiva. A outra boa notícia é que a qualificação desses postos de trabalho também tem aumentado.

A análise, a partir de estudo coordenado por Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), foi apresentada na Convenção Latino-Americana do Projeto Global Sustainable Bioenergy (GSB).

A cana-de-açúcar é a cultura que mais emprega no Brasil, sendo responsável atualmente por 629 mil postos de trabalho, o que equivale a mais de um quinto da mão de obra empregada na agricultura do país, segundo Márcia, que é ligada ao Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq.

Mesmo com a mecanização da lavoura, o número de postos de trabalho aumentou no período de 1981 a 2008, especialmente por conta da expansão do setor a fim de abastecer o mercado de combustíveis, apontou o estudo. Atualmente, cerca de metade da produção agrícola é mecanizada enquanto o restante permanece com técnicas manuais.

O aumento da mecanização levará a perdas de postos de trabalho, segundo cálculos da pesquisa. Eles apontam o desaparecimento de 80 vagas, em média, para cada máquina adquirida. Mesmo assim, o aumento da produção de etanol deve suplantar essas perdas, gerando 170 mil postos de trabalho nos próximos anos, o que equivaleria a um aumento de R$ 236 milhões na economia.

O estudo também comparou os impactos sociais com os da indústria do petróleo, que empregava 73 mil trabalhadores no ano de 2007. Além de mais numerosos, os empregos gerados pela cana são mais bem distribuídos pelo país em comparação aos do petróleo. Enquanto a produção petrolífera se concentra em uma parte da faixa litorânea, a indústria da cana está espalhada por vários Estados brasileiros, o que ajuda a estender os benefícios econômicos e sociais a mais lugares.

A desigualdade entre as regiões, no entanto, perdura dentro do próprio setor sucroalcooleiro. Enquanto no Estado de São Paulo o trabalhador recebe em média US$ 456 por mês (o equivalente a R$ 820), no Nordeste a média salarial fica em torno de US$ 349 (R$ 630). Em todo caso, o setor paga, em média, 51% a mais do que o salário mínimo nacional.

A pesquisa também levantou que a qualificação do trabalhador e a qualidade do emprego do setor têm aumentado. A cana-de-açúcar possui 81% de seus trabalhadores formalmente contratados, uma exceção no setor agrícola nacional, que tem apenas 40% de sua mão de obra com carteira de trabalho assinada.

A necessidade de aumento na qualificação, no entanto, permanece. A pesquisadora citou o esforço da União Nacional da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que recentemente promoveu o treinamento de 7 mil trabalhadores a fim de que se qualificassem para operar máquinas agrícolas.

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Melhoria contínua: Direção correta

De tempo em tempo, sugiro perguntar para si mesmo: minhas competências estão na direção correta?

Como saber? Competência é definida pelo mundo acadêmico como conhecimento (saber), habilidade (saber fazer) e atitude (fazer e não esperar que as coisas aconteçam). Isso, sem dúvida alguma, tem a ver com utilização de vocação e potenciais de forma otimizada.

Quando isso não ocorre surge um vazio estranho no indivíduo. É como se algo faltasse dentro de si.

Eu traduzo esse vácuo como ociosidade de energias úteis. Para o descuidado essa inutilidade é facilmente preenchida por negatividades, como depressão, angústia, desânimo, nostalgia e outras.

Considero como trabalho fazer algo que seja útil. Como é sabido, o Ser Humano necessita de trabalho para se manter na vida e desenvolver-se na faculdade do pensar. Portanto, necessitamos de ser útil. Por sua vez. ser útil ao máximo é o máximo, pois gera empolgação e consequentemente felicidade.

É lógico que para perceber esse vazio, tem-se que investir muito em autoconhecimento.

Tem que ter também a sua missão de vida – o porque da sua existência – definida, clara e escrita.

Inclusive tem que ter capacidade de discernir a realidade.

Nesse tocante não é fácil. Falta tempo para análise constante, considerando a vida agitada, que nos atropela. Devido a isso, encontramos dificuldade em enxergar o que ocorre dentro de nós e ao nosso redor. Isso me faz lembrar, durante a época que atuava como engenheiro, visitando a residência de um amigo, no final da década de 1980, eu todo sorridente, quando fui abordado pela sua filha, de apenas 11 anos, fazendo observação interessante e surpreendente.

Ela olhou profundamente em meus olhos e disse: “tio, por que essa tristeza? Sinto que sr. não está bem”.

Respondi: Eu, triste? Verdade? Ela reafirmou: “Tão triste que não consigo perceber nem o seu coração”.

Fiquei estupefato. Meu amigo, pai da garota, comentou todo orgulhoso que sua filha é hábil em captar situações imperceptíveis.

De qualquer forma, já em casa, mergulhei em introspecções e nada percebi. Com ajuda da psicologia e da religião descobri que tinha algo mal resolvido dentro de mim e que sugava a minha alegria. Dava moral exagerado a uma ocorrência desagradável do passado.

Muito proveito tirei dessa situação: Desenvolvi a disciplina de parar e voltar para o meu departamento “Eu”, pelo menos duas vezes ao dia, visando analisar sentimentos e pensamentos, e verificar se estou na direção correta; Aprendi a desconfiar muito de mim;

Hoje sei que não vemos a verdade, por que o processo mental opera sem estar conectado as nossas emoções e sentidos; E aflições e outras negatividades são indicadores a nos sinalizar que tem algo errado em nós e que deve ser mudado. Isso é óbvio, mas muito significativo. Sem sombra de dúvida, ser útil, de acordo com a vocação e os potenciais, é mais do que necessário. Na inutilidade a vida perde a direção e o sentido. Com isso, nos tornamos seres incompletos e infelizes. Não vale a pena. Não é verdade?

Davison de Lucas é diretor da M. Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante. Site www.mdavison.com.br. Telefone (14) 3234-6684

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