Internacional

Enviado dos EUA vai à Ásia por ameaça nuclear norte-coreana


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Seul - O principal enviado dos EUA para a Coreia do Norte vai discutir com países asiáticos maneiras de frustrar as ambições nucleares norte-coreanas, em meio a novos receios sobre o programa de enriquecimento de urânio de Pyongyang.

O diplomata Stephen Bosworth chegou a Seul na noite de ontem, no início de um giro pela região, após uma série de relatos sobre avanços no programa nuclear da Coreia do Norte.

Autoridades norte-coreanas levaram o cientista nuclear dos EUA Siegfried Hecker, da Universidade Stanford, a uma usina em seu complexo nuclear de Yongbyon, onde ele viu centenas de centrífugas, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

Analistas dizem que os relatos provavelmente se enquadram na estratégia já conhecida da Coreia do Norte de ganhar alavancagem em qualquer negociação de desarmamento em troca de ajuda de potências ocidentais.

O almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse neste domingo que a informação revelada mostra que a Coreia do Norte é “um país perigoso”, decidido a produzir armas nucleares, e que as principais potências regionais precisam trabalhar em conjunto para pressionar o líder norte-coreano, Kim Jong-il.

Bosworth vai se reunir com autoridades em Seul hoje e então viajar para Tóquio e Pequim. Um funcionário do Ministério do Exterior em Seul disse que durante a visita de Bosworth serão comentados os relatos de que a Coreia do Norte estaria construindo uma instalação para o enriquecimento de urânio.

O relato do cientista Hecker intensifica os receios de que Pyongyang esteja procurando uma segunda maneira de obter material físsil para bombas atômicas.

O cientista dos EUA, que fez sua quarta visita ao complexo de Yongbyon, disse que a usina de enriquecimento de urânio foi concluída recentemente e que estaria produzindo urânio pouco enriquecido (LEU) para servir de combustível para um novo reator de água leve.

Hecker e duas outras equipes que visitaram a Coreia do Norte relataram este mês ter visto a construção de um reator experimental de água leve em Yongbyon. Ao mesmo tempo, houve relatos de atividades num sítio de testes nucleares.

A Coreia do Norte, que no ano passado abandonou negociações para a desativação de seu programa de armas nucleares, anunciou que quer voltar à mesa de negociações.

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