Sabe, pessoal, até dá pra entender o motivo pelo qual as pessoas optam por não acolher um animal atropelado, ignorando a situação. Sabe por quê? Porque é duro demais, é difícil, é dispendioso, toma tempo. É uma tarefa muito solitária. Na hora prática (do resgate ou da emergência), é muito difícil ter alguém disponível pra ajudar efetivamente e ser companhia confortante e auxiliadora naquela hora tão di-fícil. Muitas vezes, nem por telefone se encontra apoio. Mas, quando a ajuda, o apoio prático é conseguido no momento exato, a gente vê o quanto é maravilhoso trabalhar pela causa animal, é aí que a gente sente a parceria, o sen-timento de colaboração, o trabalho em equipe, o amor pelos animais.
E isso dá um orgulho, isso dá uma força pra gente nunca desistir. Por isso que todos nós, envolvidos com a causa animal precisávamos estar mais unidos, mais disponíveis; nós precisávamos formar um grupo grande e unido, pronto para agir. Onde as pessoas pudessem se revezar, saber que se naquele momento que realmente não podemos ajudar, um outro do grupo poderá. Nós, todos os protetores, deveríamos fazer plantões, assim como os médicos de humanos, pois a maioria dos veterinários trabalha das 9h às 17h, de segunda a sexta. Aí nos sentimos mais sozinhos ainda, porque, por incrível que pareça, as ocorrências acontecem nos finais de semana.
Eu imagino, já pensaram se todos nós ti-véssemos os telefones uns dos outros, como se fosse uma linha que nos conectasse, para que, na hora que fosse, pudéssemos ligar e pedir socorro, e ter o apoio de dois ou três protetores, num resgate ou numa emergência? Já pensaram como seria bom e mais tranqüilo e até mais rápido? Já pensaram que força que teríamos? Enquanto um ajuda no resgate, outro organiza o lar provisório... Certamente, precisamos de Boa Vontade pra formar um grupo organizado.
Assim como os animais são abandonados, nós somos abandonados pelo poder público, portanto, isso é mais um motivo para nos organizarmos, para que, individualmente, não tenhamos aquele sentimento de estarmos sozinhos na luta. “Trabalho dividido, compartilhado, não é trabalho é união, é força”. Abraços. Adoraria receber opiniões, críticas e sugestões. Vamos fazer disso um ‘bate-bola’, que tal?!
A autora, Lilian Verge, é voluntária do Instituto Vida Digna e protetora independente de animais - e-mail: cury.verge@gmail.com