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Brasil já esperava redução na exportação de suínos para Rússia


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A notícia de que a Rússia vai reduzir a cota de importação de carne suína não surpreendeu o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. Segundo ele, a Rússia já estava negociando uma redução de cotas para sua entrada na Organização Mundial de Comércio. Essa redução, de acordo com o secretário, seria paulatina até 2020, quando, a partir daí, o país adotaria somente taxas de importação. Porto, contudo, afirmou que se a redução da cota para 250 mil toneladas ao ano ocorrer já em 2011 seria “altamente prejudicial para o Brasil”.

“O país é nosso principal mercado e um corte dessa magnitude prejudicaria nossas exportações”, disse. Porto afirmou que o Brasil sempre foi contrário a cotas de importação, pois isso limita as vendas brasileiras. Ele considera que o sistema de tarifas que pode ser adotado a partir de 2020 seria mais vantajoso para o Brasil porque o País já paga uma alíquota alta nas exportações dentro da cota. “Hoje essa tarifa é de cerca de 40% e ela passaria a 50%”, disse. Num futuro sistema de tarifas de importação o Brasil também poderia ser beneficiado pelo sistema de preferências russo, que concede 25% de desconto para países em desenvolvimento. Assim, se a alíquota for de 50% o Brasil pagaria 37,5%.

O Brasil é atualmente o maior fornecedor de carne suína para a Rússia. Até outubro foram exportadas para aquele mercado 206,6 mil toneladas, com receita de US$ 565,135 milhões. Esse volume indica que o País exporta um volume superior às cotas estabelecidas por conta da competitividade do produto brasileiro.

Segundo o secretário, nas negociações para a entrada na OMC a Rússia informou que teria um déficit de 500 mil toneladas em 2013, portanto, na sua avaliação, não teria sentido econômico reduzir a cota de imediato. “Se a cota for reduzida hoje vai faltar carne no mercado interno russo”, disse Porto.

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Missões do Japão e Coreia do Sul

Missões sanitárias do Japão e da Coreia do Sul virão ao Brasil no primeiro trimestre de 2011 inspecionar unidades de produção de carne suína em Santa Catarina. A informação é do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. Caso instalações do Estado sejam aprovadas e habilitadas pelos técnicos asiáticos, o Brasil terá dado um passo decisivo para entrar em dois dos maiores mercados de carne suína do mundo, que juntos importam cerca de US$ 5 bilhões do produto por ano. “O Japão já confirmou a vinda da missão e apenas depende de um roteiro de visita, a ser enviado pelo Brasil, para que uma data seja marcada. Quanto à Coreia, uma definição da visita deve sair até amanhã”, disse Porto. O secretário reuniu-se hoje com autoridades do governo da Coreia do Sul para discutir questões comerciais e sanitárias em um hotel no centro da capital paulista. O encontro prossegue amanhã.

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