Brasília - A jornalista Helena Chagas, chefe da equipe de imprensa do governo de transição, será a responsável pela Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma. Ela foi convidada pela presidente eleita para substituir Franklin Martins, que deixa o governo ao final do mandato do presidente Lula.
Deve seguir no governo Ottoni Fernandes, secretário-adjunto de Comunicação Social e braço direito de Franklin, responsável pela área que comanda a distribuição da verba publicitária da Presidência da República.
A Secretaria de Comunicação Social ganhou relevância e o status de ministério quando Franklin assumiu o posto no governo Lula. Continuará assim no governo Dilma. Chagas foi diretora de jornalismo da TV Brasil antes de coordenar a assessoria de imprensa da campanha da presidente eleita. Já chefiou a sucursal de Brasília do jornal “O Globo”, a área de jornalismo do SBT e foi colunista do “Jornal de Brasília”.
O anúncio de Helena Chagas deve ser feito na próxima terça-feira, quando Dilma também divulgará o último nome da cozinha palaciana: o de ministro das Relações Institucionais, responsável pelas negociações com a base aliada no Congresso.
Está praticamente certo que ficará no cargo o atual ministro, Alexandre Padilha, que ontem esteve reunido com a presidente eleita Dilma na Granja do Torto.
Padilha foi chamado para auxiliar nas negociações com os partidos da base aliada. Sua pasta é a que detém as informações sobre cargos que os aliados ocupam.
Padilha, porém, ainda pode ser deslocado para o Ministério da Saúde, mas isso acontecerá apenas se um dos cotados para a pasta não passar pelo crivo de Dilma.
Na próxima semana, Dilma vai acertar os nomes do PSB, partido que vai comandar o Ministério da Integração Nacional e manter a Secretaria Especial de Portos.
Definirá também o nome do futuro ocupante do Ministério das Cidades, que deve seguir sob o comando do PP. Está praticamente certo que o partido do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) irá indicar o ministro.